segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Inhotim

Inhotim sempre pareceu um sonho. Um cara que abre um museu de arte contemporânea em uma cidadezinha da periferia de BH, com obras grandiosas - fala se não parece coisa da sua imaginação...
Tem sei lá quantos anos que o museu foi aberto e eu nunca fui visitar. Sempre com vontade, sempre querendo e nunca podendo.

Daí que no dia 3 de agosto Leo e eu fomos tomar um café na Set Palavras antes do Leo ir pra uma oficina de fotografia de estúdio que ele estava fazendo. Pausa pra dica: os bolos da Set são ma-ra-vi-lho-sos. O de limão, então, é o melhor do universo. Com o capuccino Pasoline então, fica perfeito.

Voltando... fomos entrando na Set e o Valter foi logo dizendo que tinha acabado de me mandar uma mensagem, mas com o celular dentro da bolsa, não escutei. A mensagem era essa: "vamos pra Inhotim amanhã?". Não tinha mais nada pra dizer a não ser "sim, claro, super quero". E lá fomos nós no dia seguinte: Leo e eu, Valter, Zélio e Valéria.

Passamos o dia todo lá e não deu pra ver tudo. E como tem coisa pra ver! Uma das nossas decisões acertadas foi comprar o transporte por carrinho de golf. São vinte reais a mais no preço da entrada, você pode optar por isso ou não. Mas tem tanta coisa tão longe que sem o carrinho a gente não teria visto a metade do que vimos.

O que eu achei sensacional foram duas instalações (não lembro os nomes) sonoras. A primeira, na galeria pertinho da entrada do museu, é tão emocionante, mas não emocionante que foi preciso me segurar pra não começar a chorar. Também foi muito bacana a instalação de Chris Burden com metais, as cinco Cosmococas, do Hélio Oiticica, a galeria do Miguel Rio Branco (uma porrada, viu?). As duas instalações do Cildo Meireles acabaram comigo. Sabe quando você fica tão afetado pela obra que perde o ar? Foi uma coisa  tão forte, mas tão forte que a visita acabou ficando vários dias na minha memória. A instalação de Marilá Dardot é muito bacana. São vários vasos de plantas em formato de letras em uma colina e todo mundo monta frases e nomes. Claro que fiz meu nome, mas deve ter ficado na câmera do Leo e eu não consegui pegar ainda.

Os jardins de Inhotim foram projetados por Burle Marx e são lindos! Fotografamos muito os lagos, as carpas, as plantas, as árvores. Os jardins podem ser fotografados, mas a maior parte das obras não. O que é uma pena...

Abaixo, algumas fotos do nosso dia divertidíssimo em Inhotim (e que turma boa pra estar junto, né?).

Leo quando a gente estava iniciando a visita

Leo, Valéria, Valter, na frente do Zélio, que está de blusa preta comprando água

Instalação de John Ahearn e Rigoberto Torres, que usou pessoas de Brumadinho como modelos

Nós e as carpas, as carpas e nós

Jardins

Leo fotografando um dos lagos

Obra de Jarbas Lopes (achei suuuuuper sem graça...)

Autofoto e carão (tamos gordinhos, né?)

Uma das obras de Chris Burden, sensacional

Galeria da Adriana Varejão (gostei mais do prédio que das obras)
Obra de Mathew Barney

Obra de Doug Aitken, com o som da terra


Na galeria de Doug Aitken aconteceu algo muito engraçado. No início de cada obra tem a explicação tanto do objetivo do autor quanto do processo de construção. A obra é um "buraco" de 202 metros chei de microfones para captar o som da terra. Daí que é preciso entrar lá e ficar calado escutando o barulho. Entramos junto com outras pessoas. Aí veio uma mulher pra perto da gente e perguntou, indignada, como é que tinham cavado tanto e não achado água. E o Leo, com todo aquele jeito legal dele #not, começou a falar sobre a existência dos lençois freáticos. Foi impossível não rir...

Enfim, quero muito voltar lá, ver o que não vi, rever o Cildo Meireles e a Cosmococa, caminhar mais, desbravar o espaço enooooorme. Quem vier a BH ou OP deve separar um dia pra visitar Inhotim. É de babar, de verdade.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...