sábado, 27 de julho de 2013

Pílulas do momento #8

1 - Das viagens meio estranhas
Vamos fazer uma viagem em setembro e, para prepará-la, precisamos ir pra São Paulo. Foi bate e volta, fomos num dia, voltamos no outro. Não saímos, não encontramos com pessoas queridas e com a família (fica pra próxima, Tia Sandra). Tudo o que a gente queria era resolver o problema logo. Deu certo. Agora começa a fase mais hard do planejamento. Confesso que estou mais animada porque, afinal, não saio de "férias" assim, no meio do ano, desde que me casei, há cinco anos.

2 - O taxista engraçadinho
Quem me conhece sabe que eu sou quase uma concha. Não sou de puxar papo com qualquer um em filas, em ônibus, no táxi. Mas como tem taxista que gosta de conversar, né? Esse em questão nos levou do Morumbi Shopping pro aeroporto de Congonhas. Logo que entramos no carro ele perguntou de onde éramos. Ao saber que somos mineiros, já foi logo falando de futebol, perguntando sobre o jogo do Galo (campeão da Libertadores, assunto pra outro post). Depois falou que era clandestino em São Paulo, que veio de outro Estado. E começou um jogo de adivinhações, em que ele falava a primeira letra do nome que queria que descobríssemos, dizendo que tinha colocado a bola na linha do pênalti, faltava só a gente chutar pra fazer o gol. Ele se chama Oswaldo. Veio da Bahia pra São Paulo em 1968. Uns anos depois, conheceu a Helena e se casou com ela. Tem um filho chamado Fábio. Torce pro Santos, mas tem um segundo time, que é o Corinthians ("torço sempre pro Corinthians perder", explica). É fã de Itamar Franco ("foi ele quem consertou a inflação do Brasil", afirma).

3 - O livro
Todo mundo fala que pra se realizar é preciso plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Já plantei a minha árvore, apesar de não vê-la há muitos anos. Filho, pelo jeito, não vou ter - ao menos por enquanto não está nos planos. E o livro sempre foi um desejo enorme, daqueles que vêm desde sempre. Publicar um livro inteiro ainda está nos planos, mas não vai acontecer por enquanto. O livro que eu comentei no item 4 desse post aqui já tem ISBN. Agora é só esperar a editora da Ufop colocar pra rodar. Vai ser uma edição pequena, com 200 exemplares. Mas só de ter um texto meu lá, já tô me sentindo muito bem.
Acontece que agora vem outro livro. Fui convidada pra escrever o capítulo de um livro sobre o meu padrinho. Ele foi uma pessoa de muito destaque aqui em Ouro Preto. Foi professor de português, inglês e grego, fundou um grêmio literário que movimentou a cidade por várias décadas, se dedicou à juventude, promovia festivais de teatro, música e cultura, era muito amado por todos. Foi paraninfo de várias turmas da Escola Normal e da Escola Técnica Federal de Ouro Preto. E eu tinha que dividi-lo com tanta gente... ele era padrinho de várias pessoas, da família e de fora dela. Eu queria ele só pra mim. E ganhei dele a preferência, ele me chamava de "afilhada querida". Deixou pra mim seu último sorriso, na véspera da sua morte. E a última coisa que ele falou foi "afilhada querida", naquela voz rouca dos entubados.
E eu vou escrever uma biografia familiar dele. Para compor um livro que será lançado em novembro, no dia em que ele faria 100 anos. Me sinto grata. E muito honrada.

4 - Provas
Já fiz quatro neste semestre. A performance não está a mesma do semestre passado. As matérias são mais complexas e o meu tempo anda mais escasso, por causa da Revista Em Minas. Tirei 8 em Filosofia da Ciência. E 7,5 em Filosofia do Direito. Ainda não sei o resultado de Filosofia Moderna, nem de Ontologia. Espero não ter ido mal. O fato é que tá mais difícil, o que me fez desistir de cursar Filosofia da Arte, a única matéria que estava fazendo à noite e a que mais queria fazer dessas aí. E tá me fazendo pensar em cursar só três disciplinas no próximo semestre. Vamos ver...

5 - Oficina
E no meio de toda a bagunça da vida, veio o Festival de Inverno. E mais uma oficina do Bom Será. Dessa vez, o tema foi Histórias Invisíveis. Passeamos por pontos de Ouro Preto em que poucos turistas vão e que poucos ouro-pretanos conhecem. Pra mim, foi a melhor das três oficinas que já oferecemos. O resultado está sendo publicado no Bom Será.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...