quinta-feira, 13 de junho de 2013

48 horas

Alguém lembra da propaganda do Unibanco, que dizia que ele era o único banco 30 horas - seis na agência e 24 online? Pois é... lembrei muito disso outro dia quando constatei que preciso de mais horas no meu dia. Mas só seis seria pouco. O ideal seriam 48 horas. Sente só o que está acontecendo agora:

- Graduação em Filosofia: estou fazendo cinco matérias e tenho muita leitura pra casa uma delas. E provas, muitas provas.

- Agência: o trabalho continua exatamente igual. Ou seja: apostilas de engenharia rolando, redes sociais e monitoramento, clipping, assessoria de imprensa, textos publicitários, diagramação de jornais.

- Revista Em Minas: resolvemos começar esse projeto há quase um ano. Juntamos alguns jornalistas com vontade de publicar e mandamos ver. Estamos no segundo número, a revista é mensal. Nela, faço pauta, edição e diagramação.

- Cinema de Buteco: minha participação está regularmente esporádica. Acabo vendo muitos filmes e deixo pra escrever pra lá quando acumulam. Daí, entro com vários textos no sistema e espero a edição colocar no ar.

- Bom Será: a participação está bem menor. Continuo tento muitas ideias, todas anotadinhas, mas quase sem sair do papel. Esse ano estamos às voltas com um projeto muito bacana, que se tiver patrocínio vai ser mara. E tem a oficina no Festival de Inverno, mais uma vez.

- Revista Fundamento: contei aqui que um professor me chamou pra fazer iniciação científica. Acabou que o projeto ainda não saiu, mas ele me colocou na revista de Filosofia do departamento da UFOP com a UFRJ, para fazer revisão ortográfica. Acabei me oferecendo para fazer também a diagramação. Estou aprendendo muito, porque preciso ler todos os textos. E a escrita filosófica é bem diferente da que eu estou acostumada. Na verdade, no jornalismo a gente corta muita coisa que é considerada "gordurinha", um rebuscamento aqui, outro ali, o uso da primeira pessoa... Então está sendo um aprendizado e tanto. E, ao mesmo tempo, um cutucão enorme: lendo os textos aprovados para publicação, penso que nunca vou ser capaz de escrever filosoficamente.

- Família: além do Leo e da Cuca, tem vovó e Tia Ylza e os galhos que eu quebro pro Paulo. E tem as compras de mês, que eu odeio fazer (se tocasse Chico Buarque sempre que eu vou à cooperativa, seria menos traumático).

Não seria ideal um dia com 48 horas?

Comentei isso como Bruno e ele sugeriu que eu escreva um livro com o título: Como fazer seu dia ter 48 horas - Dicas e segredos de uma jornalista multi-tarefa. Pensei que seria uma boa escrever sobre isso. Mas pra dar certo, preciso de mais horas no meu dia...