sábado, 4 de maio de 2013

Juntos

Algumas coisas ainda me espantam. Uma é minha vida com o Leo. Já comentei várias vezes que acho curioso estarmos juntos. No começo do namoro, a gente até brincava que éramos a versão mineira do filme Ladyhalke (O feitiço de Áquila) porque, como os protagonistas, nós tínhamos tudo pra não nos encontrar. Só pra início de conversa: sempre fui do dia; Leo é da noite. Esse era o ponto de partida pra gente listar mais um montão de diferenças.

Mas aí fomos namorando, começamos a trabalhar juntos, abrimos a agência. Ficamos quase 24 horas por dia juntos, com breves intervalos para minha análise e meu RPG e pras saídas de bike dele. Quase como naquela música Eu te amo, do Chico Buarque (com a diferença de que não estamos nos separando), em que o casal não consegue mais viver um sem o outro.

Essa introdução toda foi pra contar uma coisa que aconteceu na última semana. Estávamos indo para o Escadabaixo, o bar daqui que é quase a nossa segunda casa. No início da rua Direita, vi o carro de uma amiga. Sei que é o dela porque ele tem um adesivo quase exclusivo. Daí Leo comenta comigo que tinha um carro ali na rua com a janela aberta. Vi que ele tinha razão. E que era o carro da minha amiga.

Ligamos pra ela, mas não fomos atendidos. Comecei a escrever uma mensagem enquanto subíamos a rua. Quando chegamos no bar, eu estava terminando de escrever a mensagem. E olha o filho da minha amiga lá! Perguntei onde ela estava e Leo foi falar com ela sobre o carro aberto. Ela foi correndo fechá-lo e nos agradeceu bastante.

Pensando sobre isso, cheguei à conclusão de que Leo e eu formamos mesmo um time. Se estivesse sozinha, teria visto só o carro da minha amiga. Sozinho, ele teria visto só um carro aberto. Juntos, um completa o que o outro vê.

Sei que eu falo demais do Leo (especialmente aqui, aqui e aqui). Mas hoje é especial. É mais um aniversário dele. E praticamente uma semana antes passamos por esse episódio do carro. Que só reforçou que é juntos que devemos ficar, até quando for possível.