domingo, 24 de março de 2013

Livro: O lado bom da vida

Depois de ver o filme e o vídeo da Nathália Pandeló para o Cinema de Buteco, resolvi comprar o livro. Foi escrito por Mathew Quick e inspirou o diretor e roteirista David O. Russel. A história é basicamente a mesma, mas com mais nuances e particularidades.

Pat acaba de sair do hospital psiquiátrico e está às voltas com seu novo vício: aproximadamente 11 horas por dia de exercícios físicos, feitos no porão de casa com aparelhos modernos e seus 18 quilômetros de corrida pelas ruas do bairro. Ele quer emagrecer para voltar para a ex-mulher, Nikki. Ele não se lembra bem o motivo pelo qual começou o "tempo separados", em que ele não pode se aproximar dela nem fazer qualquer tipo de contato. Pat reconhece que não foi um bom marido no passado e está treinando bastante "ser gentil em vez de ter razão", além de ler vários livros de literatura que Nikki indica para seus alunos. Ele quer provar a ela que pode ser bom, atlético e leitor voraz.

Seu pai, o Sr. Pat, é uma pessoa de personalidade forte. O mais importante em sua vida são os jogos do Eagles, time de futebol americano, e ele não está contente por Pat ter saído do hospital. Jake, irmão mais novo de Pat, é um cara alegre, simpático, interessado em reintegrar o irmão à vida. Ronnie, o melhor amigo de Pat, também está querendo fazê-lo voltar a se interessar por coisas diferentes de Nikki. Contra a vontade, Ronnie apresenta Pat a Tiffany, irmã de sua esposa Veronica. Tiffany começa a correr junto com Pat, o que o deixa irritado. Enquanto tenta se livrar de Tiffany, voltar a conversar com o pai, ler todos os livros que Nikki gosta, emagrecer e torcer pelos Eagles, Pat ainda tem sessões semanais de terapia com o Dr. Patel, uma pessoa muito sensata e divertida.

E ainda tem Kenny G. Sim, aquele saxofonista de cabelos rebeldes que fez um relativo sucesso nas décadas de 1980/90. Pat considera Kenny G. seu maior inimigo, e sempre que alguém fala dele Pat murmura uma única nota, conta até dez e mantém sua mente livre. O principal motivo da "inimizade" é a música Songbird. O clip está abaixo e tem cenas hilárias, como quando ele toca e dança enquanto está deitado num banco (como alguém pode ter achado isso bom a ponto de incluir num clip?)



O filme é bem diferente do livro, mas igualmente bacana. Fora que a construção dos personagens é mais aprofundada, as situações também são mais complexas e oferecem mais elementos para entender a situação de Pat e de Tiffany. No livro, ela não é bipolar, mas depressiva. O Sr. Pat não é obsessivo, como no filme, mas um cara bem mau humorado. E tem a dança, que no filme é bem engraçada, mas no livro é completamente diferente. Pat narra a dança quase toda e é divertido pensar nos passos dos dois ao som de Bonnit Tyler em Total Eclipse of the Heart (morria de medo do fim desse clip quando era mais nova...).




É um livro leve e divertido, apesar de previsível.