terça-feira, 5 de março de 2013

As provas

No item 2 deste post aqui, estava me perguntando se deveria continuar na Filosofia porque dois professores me disseram que não penso filosoficamente. Fiquei triste por um tempão, com vontade de chorar, de fugir. Mas continuei lá. Aí vieram as provas. Fiz duas até agora e estava morrendo de medo. Porque há 12 anos não fazia prova, não tinha nem ideia de como estudar, como escrever, como proceder.

A primeira foi de Antropologia Filosófica e foi com consulta. Eram seis questões e só três precisavam ser respondidas. Duas sobre Kant. Estudei Kant igual uma louca e não sei se aprendi alguma coisa. Podia ter escolhido fazer três questões, nenhuma sobre ele. Mas resolvi arriscar. As duas questões anteriores eu achei que estava tudo bem. Então, em teoria, tiraria os 60% da média. Fiz uma questão de Kant e fiquei morrendo de medo do resultado.

Quando o professor foi entregar as notas, resolveu fazer chamada junto. Quando falou meu nome, foi logo dizendo que a minha nota foi ótima. Sorri e pensei que deveria ter feito 80% da prova, que não teria falado muita bobagem sobre Kant. O fato é que tirei total. Fiquei feliz, mas não me iludi.

A segunda prova foi de Filosofia Social e Política. As pessoas com quem converso me diziam que o professor é muito exigente e fiquei morrendo de medo. Prova sem consulta, quatro questões. Mas achei fácil, no fim da contas. Estava era com medo da correção.

Eis que o professor também resolve entregar as notas fazendo chamada. Quando chegou a minha vez, ele disse: "Quem é Aline Monteiro?". Me apresentei e ele disse que gostou muito da minha prova, perguntou se eu era do bacharelado (yes!) ou da licenciatura e em que período estava. Expliquei que vim como portadora de diploma de graduação e ele disse que queria conversar comigo depois da aula. Quando entregou a prova., mais um total. Quase tive um colapso!

Depois da aula, ele me perguntou se eu tinha interesse em fazer iniciação científica. Sim, tenho muito! Mas não com bolsa, porque não preciso dela (é absurdo querer receber verba federal na minha situação de pessoa que trabalha, né?). Possivelmente, posso participar de um processo de voluntariado de iniciação científica formalizado.

Eu queria dizer pra ele que não penso filosoficamente. Mas fiquei com vergonha. Disse só que estava meio perdida. Ele disse que não tinha problema, que ele me achava!

Pra quem acredita em sinais, esses dois fatos são sinais de que devo continuar. Pra quem não acredita, como eu, conclui que eu não penso filosoficamente, mas que ainda sei como fazer prova...