segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Pílulas do momento #3

1 - Tia Ylza tem pavor de gato. Eu arriscaria dizer que é fobia. Ela não consegue explicar de onde veio isso e acho que nem interessa. O fato é que ela tem pânico-pavor-horror dos felinos. E como a vida é uma comédia, caiu um filhote de gato no pátio da casa dela. Praticamente todas as casas de Ouro Preto com mais de um andar têm um pátio em algum andar, para facilitar a circulação de ar e de luz.  O quintal dela é no terceiro andar, o pátio no segundo. O filhotinho caiu do muro do quintal. E ficou cinco dias lá. Foi uma quinta, dia em que não vou lá. Na sexta, passei correndo, pq acabei viajando, e ela não me disse nada. Fiquei sabendo no domingo à noite, quando alguém contou pro meu tio. Tia Ylza colocou comida e água no pátio, mas não se aproximou do gato nem deixou qualquer pessoa chegar perto. Só de medo do bichinho. Foi uma luta convencê-la, na segunda-feira passada, a tirar o gato de lá. E foi uma luta conseguir chegar perto do bichinho, que fugia assustado e mostrava unhas e dentes. Leo foi aos poucos chegando perto, tocando de leve nele, até que o gatinho ganhou confiança e Leo conseguiu pegá-lo pelo cangote. O gatinho foi de volta para o quintal, encontrar a mãe e mais três irmãos que ficavam na beirada do muro, olhando pra baixo, impotentes. E Tia Ylza respirou aliviada.

2 - Essa questão do gato na casa de Tia Ylza me fez ficar revoltada com o resto da minha família. É que no sábado e no domingo, algumas pessoas estiveram na casa dela e não tiveram o menor tato para lidar com o pânico que ela tem. Não souberam, sequer, olhar para a questão com um pouco de humanidade. E o resumo da ópera foi: deixa pra Aline que ela resolve. Ok, eu adoro me sentir útil. Mas nos últimos anos, tem virado uma espécie de abuso, mais ou menos abusado, dependendo da pessoa envolvida. Um exemplo clássico: certa pessoa convenceu Tia Ylza a ir ao médico. Quer dizer, ela disse que iria, só pra pessoa parar de encher o saco. Daí, vovó veio me dizer que fulana convenceu, agora era a minha parte: levá-la ao médico. Já sabendo como Tia Ylza é, disse que não levaria. Que se a fulana convenceu, que fulana a levasse. Vovó só disse isso: "ela não pode, ela trabalha". Deve ser porque eu não trabalho, eu só finjo. Ou quando a Laura queimou o chuveiro e, enquanto eu cuidava de trocar a resistência, escutei ela dizendo que gostava de mim porque eu resolvia tudo. Vai indo, essas e outras histórias vão cansando. Por isso, já avisei: especialmente na questão da Tia Ylza, cada um que cuide de si. Só faço alguma coisa se a própria tia me pedir.

3 - Percebi que linko sempre aqui as minhas postagens no Cinema de Buteco mas não as do Bom Será. Vou corrigir, daqui pra frente.

4 - Num tá fácil trabalhar, estudar, escrever pros meus projetos paralelos, fazer compras de mês, cuidar da Cuca, da vovó, da Tia Ylza, namorar, fazer RPG, caminhada (e tentar correr), estudar pra um possível projeto de mestrado (encontrei um edital da UFJF que é perfeito), programar uma viagem pro meio do ano. Que hora dá pra lagartear, heim? E pra pedalar, tomar sorvete, andar por aí, montar quebra-cabeças? Tá faltando hora no meu dia, tem que ver isso aí!