quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Livro: Alta Fidelidade

Finalizei a leitura de um dos livros do Desafio 2013, e fiquei feliz demais com isso. Primeiro porque Alta Fidelidade, de Nick Hornby, é um daqueles livros que eu queria ter lido há muitos anos, desde que vi o filme com John Cusack. Cheguei a procurar o livro na época, mas não achei. Ano passado, navegando no Trocando Livros, vi que ele estava lá e solicitei. Mas acho que cheguei atrasada... alguém tinha pedido antes de mim. Tentei a Estante Virtual e consegui o livro. Ele chegou num momento bem tumultuado e ficou lá, na pilha de livros a serem lidos. E foi o segundo livro lido em 2013 (falo depois sobre o primeiro).

É a história de Rob Flemming, de 35 anos. Ele está no meio de uma crise: tem uma loja de discos quase falida, acabou de perder a namorada, não sabe o que quer da vida, sente-se um fracassado. Ele passa boa parte do tempo fazendo listas (os melhores discos da década, as cinco melhores músicas para um velório, os cinco melhores filmes de todos os tempos etc) e pensando um monte de bobagens com o objetivo de fazer Laura voltar para ele. Entre as besteiras que ele faz está ligar para ela uma média de 10 vezes por dia (!!!). Rob também tem conversas sobre o nada com Dick e Barry, os dois funcionários de sua loja de discos. Se estou bem lembrada, Barry foi interpretado, no filme, por Jack Black, num dos únicos papeis dele que eu gosto (curto Escola do Rock e Rebobine, por favor).

Rob, incomodado pelo momento estagnado em sua vida, resolve procurar cinco ex-namoradas, as primeiras da lista dos "foras mais memoráveis" para perguntar o que há de errado com ele e por qual motivo as garotas deram um pé na bunda dele. Essa volta ao passado é uma forma que ele encontra para cair na real e se perceber realmente um fracassado.

E, para quem tem, mais ou menos, a mesma idade de Rob, o livro provoca algum tipo de reflexão sobre as escolhas que você fez na vida e para que direção essas escolhas te levam.

Alta Fidelidade é um livro pequeno, mas muito divertido. Dá vontade de ler de novo, com tempo, para ouvir cada música citada. É uma leitura bem gostosa, cheia de referências ao pop.