quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Orquídea

Não me lembro se já contei que não tenho habilidade com plantas. Sabe quando a gente era criança e aprendia o desenvolvimento das sementes "plantando" feijõezinhos em algodões úmidos? Pois é, eu sempre matei os feijões.

A primeira vez que ganhei flores plantadinhas num vasinho foi quando estava hospitalizada. Eram violetas, super bonitinhas, que a minha prima Andrea levou pra mim. Achei lindo, mimoso. Mas nunca entendi como cuidar delas. Na minha formatura em Jornalismo, ganhei um vaso com gloxinia, muito linda. Também nunca aprendi a cuidar dela. E foi o desejo de ter uma planta em casa que me fez comprar minha cachorra. Eu queria um cactus, mas era necessário por água a cada 20 dias, e como eu sabia que não iria lembrar, optei pela cadelinha, que me obriga a prestar atenção nela diariamente. E teve as sementes de girassol que ganhei da Bel. Plantei algumas e tive somente um girassol nanico, que morreu rapidinho. Sempre tive certeza de que plantas não eram mesmo a minha praia. O máximo que consegui, até hoje, foi plantar um ramo de manjericão, que está firme e forte - e cheiroso - no quintal.

Daí que teve uma mostra de orquídeas aqui em Ouro Preto no fim de semana passado. Leo é doido com orquídeas. A avó dele também gosta e tem várias. Dizem que a região de OP tem muitas variedades. Fomos lá visitar e... Leo ficou encantado com uma bem pequeninha, muito charmosa. Foi até barata demais (R$ 8,00). Ela é da espécie Dendrobium stardust (não é chique ter uma orquídea que é poeira estelar?). Conversamos muito com o vendedor, que nos indicou os nutrientes que precisam ser usados a cada 15 dias. E a moça que nos vendeu os nutrientes disse que sua primeira orquídea foi comprada num supermercado. Hoje, ela tem 400! Acho que não vamos chegar a tanto...

O fato é que o Leo está bem empolgado. Contando direitinho os dias de regar (duas vezes por semana) e o dia de colocar o nutriente (a cada 15 dias). Ainda bem, porque se fosse responsabilidade minha, a coitadinha da orquídea teria o mesmo fim dos feijões no algodão.


Em tempo: a Lella, do blog Balellas, é uma das integrantes a Associação Orquidófila de Ouro Preto. Ela diz que é filhote, mas tem cada flor maravilhosa. E ainda faz mosaicos lindíssimos! Vale a visita.