terça-feira, 4 de setembro de 2012

Livro: Tragédia em três atos

Eu andava com saudades de ler Agatha Christie. Porque é com ela que eu esqueço do trabalho, das questões complicadas da vida, até da falta de tempo atual - em todo segundo semestre minha vida vira uma bagunça. O escolhido da vez foi Tragédia em três atos. 

No verso do livro está uma citação do The Times Literary Supplement: "É quase impossível adivinhar o final antes de Hercule Poirot fazer a grande revelação". O fato é que antes do meio do livro eu já tinha descoberto o assassino. Acho que é costume de ler a Agatha. Mas isso não tira o mérito da história, que é muito envolvente.

Aqui, temos um assassinato que não tem um de seus pilares fundamentais: um motivo. Por mais que Sir Charles Cartwright, o senhor Satterthwaite e Egg Lytton Gore pensem, não conseguem encontrar a razão pela qual as mortes acontecem. É aí que entra em cena Hercule Poirot, o detetive belga, e suas células cinzentas tão especiais. Uma série de fatos acontecem enquanto esse grupo investiga, e tudo pode mudar.

A revelação é bem curiosa. As últimas linhas do livro são uma clara amostra do egocentrismo do belga. É bem divertido ver a reação do detetive a uma certa epifania do Sr. Satterthwaite. O detetive é uma graça!

Foi um retorno muito agradável aos livros da Agatha, o que me faz ficar com medo. Faltam poucos para eu terminar de ler toda a obra dela, o que vai me deixar órfã. Preciso encontrar outro(a) escritor(a) tão bacana quanto para desanuviar a mente de vez em quando.