sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Agenda?

Engraçado como certas experiências podem ser frustrantes... neste ano, vivi uma frustração até curiosa. É o caso da agenda.

Não me lembro exatamente quando me apaixonei por agendas. Acho que foi na sétima-série, quando a escola em que eu estudava trocou as carteirinhas por agendas. Uma agenda própria da escola, que era carimbada tudo dia, como as carteirinhas. Só que a gente podia usá-la para anotar as coisas de aula, datas de provas e trabalhos. Era legal. Além dessa agenda da escola, eu tinha uma outra, que era usada por todos os amigos e colegas. Eles escreviam nessa agenda aquelas mensagens que hoje dão uma certa vergonha (tipo "batatinha quando nasce"), mas que eram uma febre na minha época de adolescência.

Da sétima-série até hoje, sempre tive agendas em todos os anos. Algumas vezes, tive duas ou três (uma para a faculdade, outra para o estágio, outra para trabalhos voluntários). Sempre com tudo anotadinho. E em 2012, finalmente comprei uma agenda da Moleskine, que eu fiquei namorando por anos e anos, sem $$ coragem de comprar. Comprei, amei, quase morrei de emoção e... praticamente não usei.

Não, a ideia não era preservar a agenda que eu sempre sonhei ter. É que vieram os benditos smartphones. E eu comprei um deles, primeiro um Ideos com sistema Android. Infelizmente, deixei ele cair de ponta e o aparelho ficou doidão. Troquei por um Samsumg Galaxy, e foi a minha pior experiência com um celular EVER. Acabei me rendendo ao Iphone.

Mas foi com o Android que comecei a viver a experiência de ter toda a minha agenda fora do papel. No sistema do Iphone, a experiência ficou mais intensa. Está tudo no Google Agenda, integrado com o e-mail e disponível no meu netbook, no celular, no MAC do trabalho. Tudo lindo online, com avisos antes de cada compromisso, na hora em que eu quero ser lembrada, do jeito que eu quero. Sem precisar anotar, sem precisar carregar agenda pra cima e pra baixo.

A minha agenda da Moleskine ficou tomando poeira na minha mesa de trabalho. Até o dia em que tive vergonha na cara para a tirar de lá e levar para casa, para junto do meu "cemitério" particular das agendas antigas e dos cadernos de trabalho. Pena...