quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Um rumo no Natal

Natal me deprime, já falei isso zilhões. Porque sinto falta do vovô, da sua risada, do seu olhar, do seu jeito de quebrar castanhas, da ansiedade dele com os presentes pros netos. É inevitável: chega o Natal e eu fico querendo morrer.

Vovô morreu em 1993. São 19 anos achando o Natal um saco. Fugindo das celebrações - tenho horror desse clima natalino, com pessoas que não se bicam se abraçando e trocando presentes. Nos últimos anos, meu Natal tem sido com vovó e Cuca, às vezes com a Laura. Com rabanadas. Com cerejas in natura. Mas sem essas baboseiras de "feliz natal e vamos ser felizes".

E por conta da ausência do vovô, também acho o reveillon uma droga. Sempre achei. Até que Jataí aconteceu. A melhor passagem de ano de toda a minha vida. Nenhuma vai superar - nenhuma superou até hoje. Nem o repeteco em BH no ano seguinte, nem com a turma de amigos. Foram bons, mas não foram Jataí.

O Natal de 2011 foi de uma melancolia sem tamanho. Tanto que, além de querer morrer, quis sumir daqui no "evento" deste ano. E já posso comemorar. Piracanjuba, a cidade com a melhor pamonha ever, com a família mais legal do mundo e os primos mais "amo de montão". As passagens já estão compradas. Rumo tomado. Só falta deixar a saudade do vovô fora da mala.