terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desafio Literário - Julho: O Hobbit

Atrasei a leitura. Mas não me arrependi. O Hobbit é o primeiro livro de J. R. R. Tolkien, famoso por O Senhor dos Aneis, que ainda não li inteiro, mas curti demais os três filmes. Ele foi escrito para os filhos do autor e foi publicado em 1937. Fiquei interessada em saber a idade dos filhos, para entender um pouco mais sobre a linguagem utilizada. O livro tem uma pegada  bem infantil, com cantigas, diálogos bem bobinhos e alguns buracos na narrativa (dizem que Tolkien explicou essas partes faltantes em outras obras). Acho que, por isso, chega a ser um pouco cansativo.

A história começa com Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida tranquila que vive em uma toca, em Bolsão. A partir de uma conversa com o mago Gandalf uma aventura muda os rumos da sua vida. Bilbo e mais treze anões (detalhe importante: os anões são maiores que os hobbits) saem em busca de um tesouro que foi tomado dos ancestrais de um dos anões por um dragão. No caminho até a Montanha Solitária, muitos percalços e aventuras. E muita enrolação também. Fiquei várias vezes sem paciência, como na parte em que Bilbo luta com aranhas gigantes munido de uma espadinha que, depois, recebe o nome de Ferroada. 

É nessa aventura que Bilbo, numa caverna cheia de túneis abertos por Orcs, encontra o Anel, que até então era do Gollum e que é o personagem principal da aventura O Senhor dos Anéis. Comecei a ler a trilogia há muitos anos, numa época em que praticamente não dispunha de tempo livre, mas motivada pelo primeiro filme, que tinha acabado de ser lançado. Como o tempo era escasso e a narrativa bastante lenta, devolvi o livro ao dono (meu irmão). Mas agora, após O Hobbit, vou me programar para retomar a leitura. Lembro que ela era menos infantil. 

O Hobbit é um livro legal. É uma leitura leve, até mesmo rápida, que fica menos infantil quando se pula as letras das músicas (juro que eu só pulei as duas últimas, estava com pressa para terminar a história). Coloquei o livro na minha lista de desafio porque o filme estava programado para esse ano. É praticamente a mesma produção e direção de O Senhor dos Aneis, com a participação dos mesmos atores nos personagens que se repetem (Gandalf, Elmrod, Gollum, por exemplo). Acontece que o safado do Peter Jackson, o diretor, resolveu transformar o filme em dois. Depois, em três. E agora, sabe-se lá quando vamos ter a possibilidade de ver toda a histórias nas telas. Toda, né? Porque pro livro virar uma trilogia, só filmando até mesmo as vírgulas da história.

Em tempo: Leo comprou o livro no Submarino, leu e deixou para mim. Nenhum de nós vai ler de novo. Ontem, a caminho da análise, deixei O Hobbit na Biblioteca Pública Municipal de Ouro Preto. E saí de lá tão mais leve...