quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Desafio Literário - Agosto: Histórias para ler no escuro

Há uma historinha simpática a respeito desse livro. Pra começar, ele não é do Hitchcock, como eu achei que fosse. É uma coletânea de contos de suspense e de terror, teoricamente apresentada pelo mestre do suspense. Vai saber se ele realmente apresentou isso... A edição que eu li, de 1975 e editada pela Record, apresenta uma série de livros também apresentados pelo Hitch.

A historinha é que, quando eu era pequena, Paulo resolveu dar esse livro de presente para a Tia Ylza e me incumbiu de ser a portadora dele. Quando ele me deu o Histórias para ler no escuro, recomendou que eu dissesse para a tia que era para ela ler no escuro. Eu fiquei preocupada, mas entreguei o livro. E recomendei: "Aya, não lê no escuro, acende ao menos uma vela". No fim de 2011, achei o livro na casa dela e trouxe comigo. Ela fez questão de me contar essa história da vela ao me emprestar o volume.

A seleção é bastante irregular. Tem contos ótimos, como O caso da echarpe de seda, de Rex Stout, com o detetive Nero Wolfe. Esse é o ponto alto do livro, e provavelmente este é o motivo para ter sido o último. Zombique, de Joseph Payne Brennan, também é bacana, assim como A espada de dâmocles, de John M. Macdonald, que abre a seleção. Outro bacana é O cachimbo dos sonhos, de Alan Dean Foster.

Os ruins, na minha opinião, são O cachorro do filho do médico de Lincoln, de Warner Law, que é fraquíssimo; O padrão, de Bill Pronzini, muito óbvio; A loja dos milagres, de Theodore Sturgen, que é chato pra caramba. Os outros são mais ou menos.

É um livro bacana pra quem não tem tempo de se debruçar sobre uma história só. Fora O caso da echarpe de seda, que é maior, os contos são curtos e fáceis de ler. E foi ao ler este caso da echarpe que resolvi voltar a ler Agatha Christie. Andava com saudades dela.