sábado, 11 de agosto de 2012

De amigos

No último fim de semana aconteceram duas coisas curiosas.

A primeira é que um colega dos tempos de escola puxou conversa comigo, primeiro no Gtalk e depois no Facebook. Marco Antônio era um cara bacana na minha memória. Morávamos perto e costumávamos voltar juntos para casa, com mais uma garota, a Viviane. E a conversa rendeu, ficamos falando sobre o tempo de escola e ele me provou que a minha memória é péssima. Ele lembra de pessoas e coisas que eu esqueci - como a vez que fomos sorteados para fazer uma prova de História em dupla. Eu não lembrava disso e de várias outras coisas. Apesar de me sentir triste por não ter uma memória confiável, fiquei muito feliz de termos conversado, com esse tom de saudosismo. Eu adorava a escola e aquele tempo foi muito legal na minha vida.

Isso foi no sábado. No domingo, Leo foi pedalar com um antigo colega de escola, com quem tinha perdido contato. À tarde, no Facebook, vi que um colega meu, o Jorginho, da mesma época do Marco Antônio e de quem nós dois falamos bastante com carinho, tinha feito o mesmo percurso do Leo. Pra resumir: o Xande, amigo do Leo, também é amigo do Jorginho e Leo e Jorginho se conheceram no pedal.

O Jorginho era bem mais próximo de mim que o Marco Antônio. Estudamos juntos, os três, da sexta à oitava série. Na sexta, eu não era tão próxima assim do Jorginho, mas acabei me aproximando bastante dele na sétima e na oitava. A gente estudava juntos, fazíamos trabalhos juntos. Quando a escola substituiu a carteirinha por uma agenda, era só carimbarem a presença na agenda que eu pegava a do Jorginho e anotava nela todos os trabalhos, provas e datas importantes. E fazia porque gostava, sempre gostei dele.

Acontece que, depois da oitava, saí da escola e perdi contato com o Marco Antônio e o resto da turma. Com o Jorginho, tinha um contato pequeno, já que acabei me mudando pra mesma rua dele alguns anos depois. E, quando saí da casa dos meus pais, perdi contato com o Jorge.

Tem gente que não acredita que homens e mulheres possam ser amigos. O que eu sei disso é que sempre que lembro da minha infância, a Flávia é a amiga que me acompanhou. Quando é a fase até os 14 anos, essa pessoa é o Jorginho. Na adolescência e na época pré-vestibular, é o Rhaine, uma grande figura.

Saber que o Leo e o Jorginho se conheceram, pedalaram juntos e podem ser amigos é algo que me deixa tão feliz que nem sei explicar.