quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Carrancas - alimentação

A pousada ao fundo e o mar de montanhas

Nesta nova visita a Carrancas, compramos um pacote pelo Groupon. Preciso registrar que eu detesto compras coletivas. No geral, os estabelecimentos não estão preparados para a demanda que eles mesmos criam, o que faz com que a impressão seja horrível. Ficamos na pousada Mirante Serra Verde, que tem uma vista maravilhosa. Ela fica no alto de um morro, a 4 km do centro de Carrancas, com nada em volta. Você vê o horizonte amplo, com aquele mar de montanhas maravilhoso, para todos os lados. E tem o vento, que deixa tudo frio e faz um barulho danado. O cenário é perfeito.

Mas... nosso pacote era para duas diárias. Compramos sexta e sábado. Chegamos na sexta, às 17h20. Topamos com o dono da pousada levando as empregadas para a cidade. Ou seja... durante o resto do dia, só o casal proprietário estava presente. E eles eram os responsáveis pelo atendimento aos hóspedes, aos clientes do restaurante e pela cozinha. Não podia dar muito certo. A cozinha do restaurante fechou às 20h. De tudo o que consumimos - como o Sr. Rolando é costa-riquenho, o cardápio tem uma pegada bem latina -, o que mais fez sucesso foi a paella de frango (como tem arroz, eu não experimentei) e a mandioca com ervas (deliciosa). Também comemos tortilhas com recheio de frango e de porco e carne na chapa. Para não encerrar a noite tão cedo, pegamos cerveja, água e vinho e fomos comemorar no meu chalé - rolou uma "festa no apê" (sem bundalelê), que foi muito divertida.

A paella de frango (com arroz, que nojo!)

As carnes na chapa com a mandioca temperada

Café da manhã

Na nossa primeira vez na cidade, almoçamos na Toca, uma pousada com camping, pesque e pague e um escorregador natural. O prato principal foi uma lasanha de peixe com massa de beringela. Lembro que eu não comi, porque iríamos voltar pra casa em seguida e eu não tenho estômago propício para viagens e também porque não sou lá muito chegada a peixe. Não sei de quem foi a ideia de voltarmos lá dessa vez. Foi lá o nosso almoço de sábado. "Nosso" em termos, porque eu não almocei. E a maioria do pessoal não gostou da comida nem do atendimento. Fomos avisados de que cada pedido levaria de meia hora a quarenta minutos para ficar pronto, mas alguns demoraram mais que o dobro desse tempo. A batata frita, que o Lauro tradicionalmente pede em todo lugar que a gente vai, veio murcha e encharcada de gordura. O Lauro costuma dizer que as fritas são como um teste: quando elas vêm bem feitas, sequinhas, pode confiar que a comida vai ser boa. Se não... Foi o que aconteceu com o restaurante da Toca. Não vi ninguém do grupo falar bem.

Na ausência de uma comida boa, vai a foto da turma toda

No mesmo sábado, para não passarmos pelo constrangimento anterior no restaurante da pousada, resolvemos ir para a cidade à noite. Em 2003, ficamos na Pousada Candeias, que estava bastante confortável. A pousada tem uma creperia e logo pensamos em voltar lá e apresenta-la para os nossos companheiros. Fomos informados de que os crepes "não estavam saindo". Pena...

Andamos, procuramos e decidimos ir pela indicação do Sr. Rolando, dono da Mirante Serra Verde: o restaurante Adobe. Preciso confessar que, como fã dos programas da Adobe (Creative Suite é a minha vida), achei que poderia ser uma boa. Como em toda cidade do interior, a fachada é bem simples, quase sem graça. Por dentro, o restaurante é até charmoso.

A fachada sem graça esconde uma cozinha muito boa

O proprietário, Roberto, é uma figura! Com uma barba branca e comprida, logo estava sendo chamado por nós de Papai Noel (e pelo resto da cidade também, hehehe) e de Claus pelo Leo. Todo mundo amou o atendimento e, principalmente, a comida. O restaurante passou no teste da batata frita do Lauro. A maior parte do pessoal pediu truta e foram inúmeros os elogios. Tanto que, no domingo, voltamos para o almoço. Foi o melhor restaurante da viagem e, segundo o Leo, a melhor truta que ele comeu na vida. Outro destaque é a entrada, com pães, acompanhados de  patê de ricota e de beringela em conserva temperadinha. E a salada, cultivada na horta do sr. Roberto, veio com Azedinha, que é uma delícia, e ainda tem beterraba agridoce (que eu abro mão, mas quem provou, adorou).

A turma toda e o Roberto, com sua barba enorme