terça-feira, 17 de julho de 2012

Trabalhando no Festival de Inverno

Quando eu era criança, já não tinha mais festival de inverno em Ouro Preto. Quando virei adolescente, a UFMG veio pra cá renovando essa proposta. Vim algumas vezes, passar pouco tempo, e sem fazer oficinas. Mas ficava ligada nas mostras de resultados de oficinas, exposições, teatros e tudo o mais que agitava a cidade em julho. A UFMG saiu, entrou o Uni-BH e depois a UFOP assumiu o seu papel e passou a promover o Festival. Tenho orgulho de dizer que trabalhei no primeiro Festival de Inverno da UFOP (que na época se chamava Fórum das Artes), em 2004, na assessoria de imprensa, e o resultado foi muito legal. Também trabalhei em 2005, mas não aceitei de novo em 2006 e nunca mais voltei pra AI do festival.

Ano passado, a equipe do Bom Será ofereceu uma oficina e lá fui eu, de mala e cuia, passear por lugares não-tão-turísticos de Ouro Preto contando histórias (tem textos sobre aqui e aqui e a cobertura completa no Bom Será). Em 2012, partimos pra uma proposta mais hard, de praticamente "invadir" a vida de alguns ouro-pretanos nativos ou por adoção, mas que não são assim tão conhecidos no dia-a-dia da cidade. Precisamos de muito mais empenho para a produção da oficina mas, por outro lado, o resultado foi mais bacana do que no ano passado.

Abrimos 15 vagas e tivemos 16 inscritos (não me pergunte como isso aconteceu). Tivemos dois inscritos que não apareceram, um abandonou no meio do caminho e uma não foi no último dia. Ou seja: entre mortos e feridos, ao menos 12 pessoas bateram ponto uma semana inteira com a gente. E foram pessoas incríveis, que abraçaram o projeto e fizeram muita coisa bacana. Tivemos fotos maravilhosas e muita sensibilidade.

Não vou mentir, foi cansativo pacas pensar na produção, ficar brigando com algumas questões técnicas do festival (juro, o transporte quase me enlouqueceu), coordenar tempos em cada atividade (levando-se em conta que o transporte atrasou horrores), fazer um esforço enorme para me lembrar de todos os nomes e rostos (é, eu sou péssima nessa arte de reconhecer pessoas), ver a galera toda sofrendo para separar só duas fotos entre tantas que ficaram lindas (o Nayan, um francês que participou conosco, fez mais de 600 fotos!), editar as fotos e montar o arquivo para a exposição - é, braseeel, vai ter exposição!!! Ainda não sei onde, quando ou como. O fato é que vamos expor as fotos escolhidas pelos oficinantes e vai ser tudo lindo.

Apesar de cansativo, ficou a vontade de quero mais, de repetir, de já pensar na nova proposta para o ano que vem e - se ela for aprovada - pôr mãos à obra para fazer um bom trabalho. Tô cansada, mas tô feliz!

Abaixo, duas fotos que o oficinante Evandro Loredo fez, enquanto eu tentava fazer cara de que não tá vendo.

Abre o olho, Aline!

Lá no fundo, o Otávio, nosso monitor