terça-feira, 24 de julho de 2012

Pra quê, né?

Dia desses (mentira, já tem muito tempo que venho pensando nisso) estava pensando porque, afinal de contas, a gente come e dorme. Sério, ando encucada com isso.

O negócio é o seguinte: quando voltei pra universidade, precisei mudar algumas coisas na minha rotina. Estava tendo a aula da disciplina do mestrado na segunda à tarde e me peguei tendo que ler um milhão de livros muito densos (Filosofia é osso... a gente lê uma página umas mil vezes, vai, volta, lê de novo, anota, pensa, compara etc). Além disso, teve a volta pra academia, inicialmente no fim da tarde e, agora, no início da manhã. E preciso ficar com a vovó, pelo menos um pouquinho por dia.

Ainda não estou mestrando, mas já estou com essas teorias malucas...

Pra que a gente dorme? Sério, qual o sentido de dormir? E eu não pergunto isso por ser insone. Não sou, adoro dormir, odeio ser acordada. Mas, vamos combinar, dormir tira muito tempo da gente. A última vez que tive uma noite insone criei esse blog (e não contei no post inicial que estava lá penando pra dormir). E, se deixar, durmo oito, dez, doze horas por noite. Agora imagina perder oito, dez, doze horas por dia enquanto tem tanta coisa pra fazer, tanto livro pra ler, tanta coisa pra aprender...

Daí, pensando em dormir menos, acabei pensando na comida. Por mais que pareça que eu como pra caramba, se tem uma coisa que eu não gosto de fazer é comer. Pelo menos, não gosto dessa coisas social de comer. Tipo transformar cada refeição num ritual. Tenho um pouco de birra de gente que gosta de se reunir pra comer - aquelas famílias de sei lá quantos anos atrás em que era preciso estar todo mundo presente para que se começasse o almoço ou o jantar. Uma tia avó fazia ainda pior: ela era a primeira a se servir, e só depois que ela desse a primeira garfada, os outros podiam se servir. Ainda bem, nunca almocei com ela! 

Sei do valor sociológico - e até antropológico da comida e de seus rituais e não quero negá-los. Só que, se a gente pensasse menos em ritualizar as coisa, sobraria mais tempo pro que é importante. 

Ou não, né? Sabe-se lá...