sábado, 2 de junho de 2012

Livro: E no final, a morte

Tia Agatha Christie, de novo. Como ando lendo muita coisa pras aulas e do mestrado (e pra minha loucura nova: voltar pra faculdade, mas na graduação em Filosofia), só consolidei a ideia de que ler Agatha Christie me faz ficar mais leve, tira o foco só do trabalho e do estudo. Ou seja, eu preciso ler Agatha de vez em quando, em nome da minha sanidade mental.

Apesar de tudo isso, estava meio receosa com esse livro, desde que li sobre ele em Os diários secretos de Agatha Christie. É que ele se passa no Egito antigo e, sinceramente, achei que seria uma bomba. Mas não foi.

Renisenb é uma jovem viúva, filha de um abastado sacerdote da morte, Imothep, servidor de Osíris. Ela volta para a casa do pai após a morte do marido e chega à conclusão de que nada mudou. Porém, a vida da família começa a mudar e a assustar Renisenb quando seu pai volta de uma viagem com uma nova esposa. Nofret é jovem, bonita, ambiciosa e frívola. Ela causa grandes transformações nos filhos de Imothep, irmãos de Renisenb, e nas cunhadas da moça. Quando Nofret aparece morta, Renisenb tenta descobrir qual das pessoas da família foi responsável pela morte, enquanto Imothep acredita que está sendo castigado por espíritos malígnos.

O suspense é bem bacana e, de quebra, ainda tem uma pitada de romantismo, com Renisenb e seus dois pretendentes. Outro ponto bacana é que a autora fez uma pesquisa grande sobre o Egito e traz muitas informações sobre a cultura egípcia e de suas dinastias. Ótimo pra quem está querendo esquecer as questões filosóficas do momento.