quinta-feira, 24 de maio de 2012

Filme: Alien, o oitavo passageiro

Alien - 1979 (mais informações aqui)
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusety
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerrit, John Hurt

Vou começar com uma confissão. Vi Alien pela primeira vez em fevereiro de 2012. Este ano, sim. Heresia? Pode ser. O fato é que nunca fiquei tentada a ver a história e sempre que surgia a oportunidade eu fugia dela como se estivesse fugindo daquele monstro que assombra meus sonhos. Mas Leo gosta muito do filme e sempre cutucava essa minha lacuna. E como Prometheus, o prequel (a história anteior) de Alien, entra nos cinemas no meio de 2012, ele e o Lauro resolveram ver, ao menos, os quatro primeiros filmes dessa sequência. Vi com eles e foi o primeiro filme o que eu mais gostei.

Na nave Nostromo, que vaga pelo espaço, vão sete militares em missão. Nessa distopia, as viagens entre planetas são realizadas durante centenas de anos. Os tripulantes da nave entram, então, em espécies de casulos de dormir e "hibernam" durante os anos de travessia do espaço sideral. O filme começa com essa turma acordando. Eles acham que já estão próximos do destino, mas o fato é que acordaram porque a nave detectou um sinal estranho. Os sete decidem investigar esse sinal, que vem de um planeta qualquer. E é nesse planeta que coisas estranhas vão acontecer.

Kane é o primeiro passageiro da nave a ter contato com o Alien. Ash, o médico, tenta salvá-lo e, a partir daí, terá sérios problemas com Ripley (Sigourney Weaver), que quer deixar para trás o infectado. A relação entre os passageiros é bem impessoal. Só se tratam pelos sobrenomes e, como não se conhecem de antigamente, nenhum deles tem apego ao outro. Isso fica bastante evidente na missão de Ash, que é revelada no último terço do filme.

Ridley Scott, o diretor, soube criar uma atmosfera muito tensa. Seja pelo excesso de luzes nas áreas comuns da nave, pela falta delas (e excesso de sombras) no planeta, pela fotografia, pela postura dos personagens, pelas máquinas de comando da nave. Sem falar na trilha sonora, que mantém todo mundo ligado o tempo todo. Quase não há sons externos no filme, e isso funciona tão bem que é quase um tapa na cara dos filmes que precisam colocar a tensão toda na trilha para preparar o espectador.

Ele também dá toques bem políticos no longa, como a questão dos robôs, das ordens da nave mãe, dos desrespeito à quarentena obrigatória apenas para fins comerciais.

Curiosidade nada curiosa 1: Alien é um anagrama de Aline. Nestes tempos de digitação rápida, recebo vários e-mails destinados a Alien. Hoje eu não ligo mais, mas já fiquei mega indignada com isso.

Curiosidade nada curiosa 2: Depois de ver os quatro primeiros filmes dessa franquia, claaaaro que eu ia sonhar com isso. Na minha história estranha, Lícia e eu tínhamos que matar um alien e congelar um robô (!!!). O alien entrou no robô e nós duas congelamos a maquinha. Mas aí a minha avó tirou um tupperware com feijão do congelador e o alien estava lá, descongelando com o feijão. Essas coisas da mente da gente...