sábado, 21 de abril de 2012

Espetáculo de encher olhos e ouvidos

Nesta sexta (20/04/2012), saí de alma leve do Centro de Artes e Convenções da Ufop. Foi a apresentação das Valencianas, trabalho da Orquestra Ouro Preto que rearranjou músicas de Alceu Valença. Foi uma delícia de ver e de ouvir, um trabalho maravilhoso.

Alceu esteve aqui em Ouro Preto fazendo o show de aniversário da cidade em 2010. Fui com amigos e foi lindo (o que o Alceu faz que não é ótimo, heim?). Depois desse show, aconteceu o encontro entre Alceu, o maestro Rodrigo Toffolo, da Orquestra Ouro Preto, e o arranjados Mateus Freire. Foi aí que as Valencianas começaram a nascer. No fim de 2011, numa coletiva de imprensa, a Orquestra anunciou que faria, em 2012, a apresentação das Valencianas. Como eu gosto muito do trabalho da Orquestra (acompanho desde os Meridianos, aos sábados, no GLTA), fiquei atenta para conseguir estar na plateia. 

Ainda mais porque quando houve o trabalho com as músicas dos Beatles eu não consegui senha para entrar no Teatro Municipal em TODAS as apresentações e estava viajando quando ela foi aberta ao público na Praça Tiradentes. Dessa vez, como teria venda de ingressos, coloquei meu alarme pra despertar cinco minutos antes da venda se iniciar e garanti meu ingresso (e fiz uso, pela primeira vez, da minha nova carteira de estudante, que só vale até agosto, mas já é um ganho e tanto). 

O que eu posso dizer mais é que quem não foi perdeu um espetáculo lindíssimo e emocionante. O arranjador, Mateus Freire, fez um trabalho primoroso. Os músicos da Orquestra arrasaram (destaque para o percussionista, que usou até um serrote e vasilhames não usuais, como uma tampa de panela, vasos de cerâmica, dentre outros) e o maestro esteve perfeito. Alceu, então, nem se fala. Com sua simpatia arrebatadora, contagiou todo mundo e arrancou risos da plateia com suas histórias. Pena que o palco era pequeno demais e ele não pode fazer aquelas performances de sempre, em que corre e dança por todo o espaço disponível.

E as duas músicas que a Orquestra tocou sem a participação do Alceu são deslumbrantes. A abertura, então... foi começarem os acordes e meus olhos foram se enchendo de lágrimas. Nem há palavras para descrever. 

Como não era proibido, filmei algumas músicas. Peço desculpas pela qualidade. A máquina era minha pequenininha de sempre (não quis levar o trambolho da máquina semi-profissional). Então, a imagem não está boa, mas quebra o galho. Dá pra ter uma noção do principal, que é o som. Fiquei com vergonha de filmar mais - não filmei a abertura, por exemplo. E em algumas músicas eu parei de filmar bem no comecinho. 

Aqui embaixo, vão três momentos: as músicas Coração Bobo e Sete Desejos e o segundo momento da Orquestra (não sei o nome da música), com um coletivo de músicas de Alceu. 










O que falta dizer é: se tiver a oportunidade de ver as Valencianas, não deixe passar. No segundo semestre de 2012, haverá mais apresentações. E faço votos que, ao menos uma delas, seja em espaço aberto aqui em Ouro Preto.