sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cocadinha

Vovó tem um caderno de receitas muito interessante. Todo escrito à mão, com sei lá quantas letras diferentes, ele traz receitas de doces e salgados de outros tempos. Tem receita nova lá, mas também umas bem características. Uma das receitas que tirei de lá foi a da rabanada, que faço todo Natal.

No último fim de semana, com saudade dos doces de Piracanjuba (em especial de um que o Breno ficou de fazer especialmente pra mim e está devendo), resolvi fazer uma Cocadinha, que fazia sempre enquanto morava em Belo Horizonte. Ou seja, não fazia o doce há uns dez anos, no mínimo. Vamos à receita, como está no caderno da vovó:

Ingredientes:
1 côco ralado
1 lata de leite moça
4 xícaras de açúcar
2 colheres de manteiga

Para começar, na época em que escreveram essa receita, não tinha côco ralado em pacotinho. Era preciso comprar o côco e depois ralar. Imagina o trabalho! Isso me faz lembrar um li quando pequena, em que uma menininha foi proibida de contar a uma amiga da avó como se fazia uma cocada, receita de família. Claro que a menininha contou, assim: "receita de família, é com cuspe!". Como hoje temos a facilidade do pacote de côco ralado, fica tudo mais rápido e prático pra mim e ruim para o meio ambiente.

Outra coisa interessante é que são quatro xícaras de açúcar. Isso é açúcar pra não acabar mais. Mas como eu tenho receio de diminuir receitas sem conhecimento prévio, baixei pela metade.

Substituí a manteiga por margarina

Modo de fazer: 
Levar ao fogo, mexendo bem, até desprender da panela. Retire e bata um pouco. Coloque em um pirexx ou tabuleiro untado, deixe esfriar e corte.

Facílimo, né?

Tudo misturado, fica bem clarinho

Começando a tomar forma

No tabuleiro, para secar

Começando o corte

Cortado, no ponto de comer


Para começar, é preciso estar com o braço em dia. Mesmo no fogo mais baixo possível, se não mexer o tempo todo, o fundo queima. Então, é hora de mostrar tudo o que se obteve puxando ferros na academia. Achei que o ponto foi dado mais pela cor do que pelo fundo da panela. Certo é que, quando pronto, o doce realmente não pega no fundo, mas quando começa a ficar assim, ainda está branquelo. E o ideal é a cor mais amorenada.

Deu pra matar a saudade do doce de Piracanjuba (que é mais gostoso do que este, com certeza), e também pra ter mais ânimo de cobrar do Breno o docinho de amendoim que ele está me devendo :-)

Ah! Duas xícaras de açúcar também é coisa pra caramba. Da próxima vez (se houver uma), acho que vou fazer sem açúcar. As receitas do caderno da vovó parecem que foram feitas pra verdadeiras formigas. Não é à toa que tem tanto diabético por aqui.