quinta-feira, 8 de março de 2012

Era uma vez um rato

Aviso aos navegantes: esta é uma história de ficção com traços imensos de realidade. Trocando em miúdos, nunca aconteceu comigo! Mesmo que haja testemunhas afirmando o contrário.

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Era uma vez um rato. Desses grandes, de pelo cinza, bem nojentinho. Ele vivia nos esgotos de Ouro Preto até o dia em que algo ainda desconhecido o fez correr até as casas da cidade. E, de uma hora pra outra, ele entrou em uma casa, invadiu um espaço e foi fazer o que todo rato faz: procurar comida. Encontrou o paraíso no quarto de um casal, onde dormia também uma cachorrinha já idosa, meio surdinha. Dom Ratão se escondeu atrás do armário.

Acontece que esse rato era bem bagunceiro. Ele não conseguia ficar calado. Durante a noite, ele fez tanto barulho que acordou todo mundo, até a cachorrinha meio surda. E, assim, ganhou vários inimigos. Coitado dele, dirão alguns. Só queria comer um pouquinho a ração da cachorrinha, não faria mal a ninguém. Outros já ficarão contra: rato traz doença!

O moço que morava no quarto resolveu puxar o armário. A moça, cheia de medo, quis sair de perto. Ela avisou que não ia conseguir ajudar na captura do rato que, àquela época, já era chamado carinhosamente de Mickey. A moça-que-trabalha-naquela-casa resolveu ajudar. Ela e o moço estavam decididos a matar o Mickey. A moça que morava no quarto catou a cachorrinha pelo braço e ficou esperando no corredor.

Daí, o moço conseguiu bater no bicho, que caiu e, ágil, desapareceu de vista. O moço e sua ajudante procuraram o rato por todos os cantos. Nesse momento, a moça medrosa que observava do corredor viu o rato gigante da Malásia correndo para a porta, fugindo dos perseguidores, e vindo em sua direção. Ela deu um grito maior do que tudo o que já se ouviu e saiu na carreira, corredor afora, temendo ser morta pelo rato velociraptor. A cachorrinha, assustada, correu atrás da dona. Depois dela, veio o rato fugitivo. E atrás dele, o moço e a moça ajudante.

No fim da história, Dom Ratão se escondeu atrás de outro armário, em outro quarto. A moça-que-trabalha-nessa-casa está até agora rindo da correria desembestada da moça, seguida pela cachorrinha e pelo rato. A moça está com muita vergonha de ter ficado histérica por causa de um rato carnívoro-vampiro-canibal.

E a avó da moça fez a coisa certa: chamou três pedreiros que estavam trabalhando por lá para dar um fim no bichinho invasor. E eles deram conta do recado com bastante eficiência.

Fim!