terça-feira, 20 de março de 2012

E o cigarro?

Cigarro é algo que me deprime. Me sinto mal perto de quem fuma, mas não peço pra fumar lá longe ou lá fora (já fiz isso muito, há alguns anos, mas parei). Mesmo assim, me incomoda demais a fumaça, que parece que gruda na gente. Quando conheci o Leo, ele fumava muito. Na primeira vez que saímos juntos, cheguei em casa e tomei um banho daquele, pra ver se desgrudava aquele cheiro horroroso. Mas a vida é boa e ele parou de fumar, há nove anos. 

Fora a fumaça (em especial no meio da rua - experimente andar atrás de um fumante pra ver a tragédia), o que mais me incomoda é o destino nas guimbas ou bitucas. Quando há lixeiras ou cinzeiros, ok. Mas e se não tem, o que os fumantes costumam fazer? Um peteleco e, ops!, guimba no chão mesmo, na rua. Que novinho!

Daí o jornal O Tempo de 10 de março apresentou uma matéria sobre o volume de butucas jogadas no chão, que pode ser acessada aqui.  O levantamento (sem dados oficiais), diz que cerca de 4,5 trilhões de bitucas são jogadas em espaços públicos durante um ano. Em BH, cinco mil toneladas de ixo foram retiradas das bocas de lobo durante o ano de 2011. Nesse caso, é impossível quantificar quantas eram as bitucas de cigarro. Mas dá pra, ao menos, imaginar, não é?

Outro dado interessante do texto: a guimba é um lixo tóxico que leva 5 anos para se decompor, e é totalmente recicláveis. Em BH não existem empresas que reciclam ou que coletam as guimbas, mas há projetos em cidades com Curitiba e São Paulo. Uma instituição, em São Paulo recebe as bitucas, caso alguém esteja interessado em doar. É só recolher os "exemplares" em uma garrafa pet e enviar pelo correio para a ONG Recicleiros (Rua Prof. Dr. José Marques da Cruz, 70 - Jardim das Acácias - CEP 04707-020 - São Paulo/SP). 

Será que algum fumante tem essa paciência de juntar as guimbas para reciclar?