sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os livros e os cheiros dos livros


Entre os projetos bacanas sobre livros que acompanho estão o  Grifei num livro e o Eu te dedico. Há outros, mas esses mexem mais com a minha relação com os livros. Primeiro porque eu ainda não decidi se grifar um deles é bom ou não. Tenho vários exemplares grifados, em geral a lápis (em O Mundo de Sofia foi a caneta mesmo, e caneta verde!), principalmente os que eu mais gosto (O Mundo de Sofia não está na lista dos favoritos, mas esteve numa época).

O Eu te dedico é o que tem povoado meus pensamentos ultimamente.

Eu gosto de dar livros de presente, apesar de saber que é bem impessoal. Adoro receber livros (menos de auto-ajuda, Sidney Sheldon e afins). E amo o cheiro dos livros. Dos novos, dos guardados, dos usados, dos de sebo. Os de sebo, em especial, podem até contar uma história. Nas dedicatórias tão pessoais, no nome do antigo dono escrito nas páginas 68, 168, 268..., num papel esquecido lá dentro com o número de telefone de um amigo, numa mancha de café num pé de página.

Mas como tem toda essa onda purista, não escrevo mais dedicatórias. Quando é muito necessário, vai num papel solto, dentro da obra, ou num post-it colado onde deveria estar escrito. Receber dedicatórias ainda é fantástico!

Como diz o projeto Eu te dedico: "um livro com dedicatória é um livro com duas histórias, uma que começa no primeiro capítulo e uma que começou antes de se passarem as páginas".

Livros com mais de uma história. Esses me seduzem mais.