sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Livro: Os treze problemas

Há mil anos, quando soube que Agatha Christie tinha mais personagens detetives, além do belga Hercule Poirot, torci o nariz pra Miss Marple. Como uma senhorinha que faz tricô (igual a vovó e Tia Ylza) poderia ser uma mente a desvendar crimes? Fato é que deixei de ler alguns livros da Agatha ao saber que o personagem principal era Miss Marple. Mas um dia não teve jeito. Li e a-do-rei o jeitinho confuso dessa senhoria que conhece bem a natureza humana porque observa bem a vida na sua aldeia, St. Mary Mead.

Em Os treze problemas, o sobrinho de Miss Marple, o escritor Raymond, está reunido, na casa da tia, com alguns amigos. Um deles é ex-investigador da Scotland Yard. A conversa vai, inevitavelmente, para os casos sem solução. O grupo decide, então, fundar o Clube das Terças-feiras. Uma vez por semana eles voltam a se reunir, na casa de Miss Marple, e um deles conta uma história real, do qual só ele sabe o desfecho. Os outros precisam resolver o mistério. Nem é preciso dizer que Miss Marple, caladinha no seu canto, fazendo tricô (contando pontos e perdendo malhas), é a única do grupo a acertar todas as soluções.

Após seis semanas, o grupo se dissolve. Algum tempo depois, Sir Henry Clittering, da Scotland Yard, volta a St. Mary Mead para visitar amigos e sugere a presença de Miss Marple em um jantar, para continuarem com as histórias. E assim, são 12 problemas diversos que senhorinha simpática e confusa consegue solucionar. O décimo terceiro é um caso de assassinato em que um inocente será preso. E Miss Marple procura Sir Henry Clittering para evitar que o verdadeiro assassino siga livre.

Por ter histórias mais curtas, é um livro bem tranquilo de ler. Talvez seja o melhor para quem quer começar a ler Agatha. E Miss Marple é uma fofa.