terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Livro: As Brumas de Avalon - Vol.2 - A Grande Rainha

Ao terminar de ler esse livro, só tive uma certeza: Guinevere (ou Gwenhwyfar, como a autora grafa) é uma chata insuportável.

A história do segundo volume de As Brumas de Avalon começa com Igraine, mãe de Artur, sendo convidada pelo filho a buscar a noiva, Guinevere. A menina está insegura com o casamento próximo, porque nem conhece Artur e seu coração já bate por Lancelot, o cavaleiro mais bravo da Bretanha. Enquanto isso, Morgana, grávida, está amargurada nos reinos do Norte, de onde só sai para o casamento do irmão. Ela abandonou Avalon, deixando para trás seu destino como sacerdotisa e futura Senhora do Lago.

Artur está às voltas com a guerra contra os saxões, que tentam novamente invadir seu reuno. Morgana, inicialmente, faz parte das damas da rainha Guinevere, mas acaba fugindo também da corte, ao ser desprezada por Lancelot. Ele corresponde ao amor da rainha e o desejo entre os dois os faz se sentirem culpados. Por isso, Guinevere se apega fortemente à religião católica e consegue fazer com que Artur deixe de lado seu juramento de fidelidade a Avalon e saia em combate sob a bandeira azul da fé cristã, negando a bandeira vermelha do dragão, que unia os povos da Bretanha. Guinevere e suas culpas cristãs são o principal deste segundo volume.

Como disse sobre o primeiro volume, talvez eu esteja lendo estes livros na hora errada. Não deixa de ser interessante ver essa forma peculiar de contar a história do Rei Artur e dos druidas, com muito romance, intriga e política. Mas tem hora que acho que acho tudo infantil demais, bobo e sem propósito. Espero que até o final, os livros realmente valham alguma coisa.