terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Livro: As Brumas de Avalon Vol. 4 - O Prisioneiro da Árvores

E, enfim, terminei o último livro de As Brumas de Avalon. Olha, dizer que eu gostei é um pouco de exagero. Como disse ao terminar o primeiro livro, provavelmente eu teria curtido mais a história se ainda fosse adolescente.

Neste O Prisioneiro da Árvore, o título já começa meio estranho. A parte do prisioneiro é mínima, só um capítulo, e não parece ser assim tão importante para fazer parte do título. Por outro lado, é a traição de Merlin que leva à tal prisão na árvore (que, afinal de contas, não acontece tão direitinho assim) e ela também desencadeia o que é mais interessante desse livro, a aparição do Santo Graal e, com ele, o fim dos cavaleiros da Távola Redonda.

A destruiçao dos cavaleiros do Rei Artur é o tema principal do livro. Morgana, Morgause, Mordred são os principais atores na busca por retirar Artur do trono. Nessa corrida, Acolon, amante de Morgana, é morto. Outros personagens que estão desde o início da história também acabam morrendo, boa parte assassinados. O romance de Lancelot e Guinevere finalmente tem um fim, mas um fim tão bobo que dá até medo.

No geral, achei os quatro livros bem confusos. Morgana, a personagem principal, nunca tem certeza do que sente. Do primeiro ao quarto livro, ela afirma que a pessoa X foi a única que ela amou de verdade. O problema é que a cada hora é uma pessoa X diferente. Foram Artur, Lancelot, Acolon, Raven, Vivane, Kevin... Acaba a história e ela continua afirmando que algum personagem foi quem ela amou de verdade. Mas não bate o martelo: é fulano e pronto. Seria natural pensar em Lancelot, mas no quarto livro ela olha para ele e "descobre" que o que sentia não era amor. Algumas páginas depois, lá está ela pensando que sempre amou o cavaleiro. Confuso, muito confuso. A relação do trio Artur-Guinevere-Lancelot também tem essas contradições.

Pra resumir, é um entretenimento razoável, que teria sido melhor aproveitado se lido uns 15 anos atrás.