segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Filme: X-men First Class

X-Men: First Class - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Mathew Vaughn
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz
Elenco: James McAviy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon

Nunca fui boa leitora de quadrinhos. Então, perdoem se alguma bobagem aparecer por aqui. Meu contato com X-Men veio na época dos desenhos animados na tv, e eu gostava bastante.

O filme começa na década de 1940, com a apresentação de Magnetto, Charles Xavier e Mística ainda crianças. Magnetto, num campo de concentração, é levado a mostrar seus poderes e, ainda sem controlá-los, acaba levando à morte de sua mãe. Com raiva, ele mata os soldados, mas deixa ileso o assassino da mãe, Sebastian Shaw, interpretado por Kevin Bacon. O jovem Charles já é um erudito e "adota" Mística como irmã.

Em 1962, Xavier e Mística estão em Oxford; Magnetto em Genebra e Sebastian Shaw na Argentina. Magnetto quer se vingar de Shaw e Xavier que juntar os mutantes para que aprendam a lidar com seus poderes e sejam aceitos pelo mundo. Charles e Mística unem uma equipe com poderes variados e incluem Magnetto, enquanto Shaw também tem mutantes a seu serviço. O embate entre os dois grupos vai gerar uma série de conflitos internos na equipe de Xavier e dar origem aos X-Men e seus opositores.

Os detalhes da produção são muito legais. O submarino de Shaw é muito bacana, todo com cara de anos 1970 e sua decoração exagerada. A sala de espelhos parece ser uma homeagem ao H.A.L. de 2001 - Odisseia no Espaço e também à cena de espelhos de Cidadão Kane. Os efeitos especiais de Shaw com a força dos outros mutantes é muito bom. A iluminação das cenas no campo de concentração, no início do filme, e das cenas na Rússia são bem legais também, com tons de cinza nas externas e o avermelhado das lutas. Não curti muito os momentos em que há divisão da tela, como uma lembrança de que tudo aquilo saiu dos quadrinhos. Achei inapropriado para o clima do filme, mas vá lá... E o Fera, bem, o Fera ficou tão fofinho, lembrando o monstro de Monstros S.A., que perdeu a credibilidade. O personagem é bem fundamentado e seus conflitos são interessantes, mas sua transformação no monstro azul fico bem patética.

A transformação do Magnetto é bem significativa. Primeiro porque ele caminha, na sala de espelhos, exatamente como Kane em sua casa, na cena espelhada. Depois, tem a questão da caracterização do personagem, consolidada nos quadrinhos e nos filmes anteriores. E como a história de sua ligação com Xavier é entrelaçada.

E tem aquela frase bacaníssima: "o que mata os humanos só deixa os mutantes mais fortes".

Sério, achei o melhor filme de X-Men até hoje.