segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Filme: Antoine e Colette

Antoine et Colette - 1962 (mais informações aqui)
Direção: François Truffaut

Elenco: jean-Pierre Léaud, Mari-France Pisier, Jean-François Adam, Patrick Auffay, François Darbon

Esse média metragem de Truffaut é uma delícia. Faz parte de um projeto chamado Amor aos 20 anos. Seu personagem Antoine Doinel, que surge em Os Incompreendidos, aqui está iniciando a vida adulta, após sair do reformatório. Mora no centro da cidade, sozinho, e trabalha numa gravadora de discos de vinil. Ele é apaixonado por música e frequenta semanalmente os Concertos da Juventude. Lá, ele se interessa por uma jovem e inicia a corte a ela. Colette é jovem, bonita e tam vários interesses, não só a música. Eles trocam livros e filmes e Antoine fica cada vez mais encantado. Sozinho, ele anseia por carinho e atenção, a ponto de se mudar para perto da casa de Colette.

Antoine Doinel é o alter-ego de Truffaut. Sua vida é retradada ao longo de vários filmes. Na sequência, Os Incompreendidos, Antoine e Colette, Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e Amor em Fuga. Aqui ele aparece tomando as rédeas da vida, forte, decidido e, ao mesmo tempo, frágil, carente, deslocado. Quando vi o filme, fiquei pensando que personagem do cinema é tão sensível, tão envolvente como Antoine. Sinceramente, não encontrei. Só o Kevin Arnold, da série Anos Incríveis, tinha essa sensibilidade (ok, série é outra história. Não estou comparando ela com o filme, só dando um exemplo).

Não vi os outros filmes da série Amor aos 20 anos. Mas fiquei encantada com esse. E com vontade de ver mais filmes de Truffaut.