quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Livro: Cem gramas de centeio

Depois de alguns livros não muito empolgantes (A mina de ouro e Os quatro grandes), volto a uma das tramas típicas de Agatha Christie.  Dessa vez, o senhor Rex Fortescue, um investidor inescrupuloso, é morto logo após tomar um chá, pela manhã, em seu escritório. Em seu bolso foram encontrados 100gr de centeio. A autópsia revelou que ele havia ingerido o veneno taxina, que não estava no chá, mas em algo que ele ingeriu no café da manhã. O inspetor Neele assume o inquérito e se vê às voltas com a família de Fortescue e todos os seus dramas, que envolvem a briga de irmãos, casamentos não satisfatórios, golpe do baú, amantes, uma governanta impertinente e uma tia bastante rabugenta.

Enquanto Neele interroga os suspeitos que vivem na casa de Fortescue, o Chalé dos Teixos, a senhorinha mais bacana do mundo do crime dá as caras. Miss Marple chega na casa com seus casaquinhos de tricô e seu jeitinho de tia da galera. Acaba sendo convidada a se hospedar no chalé e ganha a simpatia de seus moradores. Conversando aqui e ali, ela encontra o responsável pelo assassinato de Fortescue e por mais dois crimes que também ocorrem na mansão.

Miss Marple reduz todo universo em que se encontra à vida que leva na vila de St. Mary Mead. É um jeito bem interessante de ver o mundo. Até porque as pessoas se parecem bastante e certos comportamentos realmente se repetem. Ela, por exemplo, se parece bastante com pessoas bem próximas de mim. 

Cem gramas de centeio traz um dos truques mais comuns da Dama do Crime: utilizar uma canção popular como ponto de partida de suas tramas. Dos que eu já li nesse estilo, os melhor são O caso dos dez negrinhos (atualmente chamado de E não sobrou nenhum) e Os cinco porquinhos.