sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dormindo

É difícil admitir mas é verdade. Eu falo dormindo. Não discurso, não invento, não puxo assunto. Só respondo o que me perguntam de vez em quando ou saio com frases malucas vez por outra. Isso pode parecer um caso sério, mas no geral dá é margem pra histórias divertidas.

Como a que aconteceu em 2008, em Piracanjuba. Estávamos lá para passar o Natal e eu, pra variar, fui dormir cedo. Não sei se o que aconteceu foi quando o Leo veio se deitar também ou se ele acordou no meio da noite por causa de pernilongos - Leo e pernilongos não podem ocupar o mesmo espaço (Lei de Leo nº4). O fato é que acabamos conversando e eu devo ter falado uma bobagem qualquer. Como o senhor Leonardo já sabe que conversar comigo dormindo é furada, veio me questionar:

- Mas você está acordada ou está dormindo?

E eu:

- Ih, agora você está me confundindo.

E encerrei o papo.

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Esta noite aconteceu de novo. Não consigo entender porque eu invento de beber, sendo que tenho enxaqueca e sou mega fraca. Acho que é a ilusão das férias (que já estão no fim). Saímos e eu inventei de pedir uma piña colada, pedindo pro garçom por pouco álcool. Bebi bem devagar, pra evitar problemas. Mas e o sono? Veio forte e lá fui eu dormir cedo.

De repente, acordo e falo algo que eu não digo quando acordo. Viro pro Leo e dou "bom dia".

Leo: - Que bom dia? É madrugada ainda!

Eu: É? Que horas são?

Leo: 3 da manhã.

Eu: Putz...

E voltei a dormir o sono dos justos que tiram férias uma vez a cada 10 anos. Pra acordar hoje, por volta das 10h, com uma dor de cabeça do cão.

Nota mental: não beber nunca mais!