sábado, 8 de outubro de 2011

O Código do Geraldo

Já falei do Geraldo, meu gestor nas aulas de direção para habilitados. Ele é muito bacana, uma pessoa de quem a gente gosta de cara. Super bom astral, animado, divertido, um cara que sabe ensinar e deixar os alunos (eu!!!) tranquilos.

O negócio é que eu tenho um pé no perfeccionismo. Aquele chato, que não admite erros. Os anos de análise já me fizeram melhorar bastante, mas sempre fica um resquício. Daí que, volta e meia, quando eu esqueço de fazer alguma coisa ou faço alguma bobagem, inevitavelmente acabo me chamando de palavras que, pra mim, não são tão pesadas, mas que assustam algumas pessoas. Anta é a mais básica.

Pausa pra dizer que eu aprendi a me chamar de anta quando era pequena, no zoológico de BH. Estava lá feliz, visitando as jaulinhas, quando três mulheres começaram a falar sobre o tanto que a anta é feia. Uma delas disse que a partir de agora não ia mais deixar uma amiga dela a chamar de anta, ainda mais que essa amiga só dizia "anta grávida", que a anta, quando grávida, devia ser mais feia ainda. Eu achei tão legal o "anta grávida" que adotei.

Geraldo, dia desses, instituiu o "Código do Geraldo". Basicamente, é uma proibição de palavras ofensivas a mim mesma. Não posso me chamar de burra, de anta, de anta grávida, de topeira (eu tb gosto de topeira) ou correlatos.

O "Código do Geraldo" não vale só pras horas de aula. É pro tempo todo, como se fosse um exercício permanente de valorização pessoal. E faz duas semanas que ando segurando a boca (e o pensamento) na hora de falar de mim. Na hora de perceber que eu erro e que errar é super normal.

Adotei o Código. Vou levar ele pra vida, assim como o resto das coisas que o Geraldo me ensinou. Talvez essa seja a coisa mais importante que eu aprendi com ele. A segunda é que, quanto mais pressa eu tiver, mais devagar devo fazer as coisas. Mas isso é assunto pra outro dia.

Update: minha despedida da Dirigindo Bem e do Geraldo está neste link.