sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mineirando

Ontem, Leo e eu fomos pro Rio, pra uma reunião com um cliente. Ela acabou mais cedo do que o previsto e nós ficamos fazendo hora no aeroporto Santos Dumont. Foi dureza... rodamos por tudo que é canto até cansar e finalmente entrar na sala de embarque.

Como ainda estava cedo, o voo constava como previsto e indicava o portão 2. Fomos para lá esperar mais um pouco.

Só que os painéis que mostram as atualizações dos voos não estavam funcionando lá, no portão 2. E minha experiência em aeroportos não é lá muito positiva. Já perdi a conta de quantas vezes eu fui pro portão certo e, na última hora, mudaram o embarque por portão que fica lá no fim do mundo, depois da curva. E tome correria...

Perto da hora do embarque, falei com Leo que ia procurar um painel pra confirmar o portão. Andei até encontrar um e vi que tinha mudado do 2 para o 1. Pelo menos é perto, né? Aproveitei o embalo e fui ao banheiro, porque minha bexiga é danada pra dar sinais de vida na hora errada. Saí do banheiro e olhei de novo pro painel: portão 1. Voltei pra perto do Leo.

Antes mesmo que eu falasse com ele, Leo já veio me dizendo que mudou pro portão 1. Nem perguntei como ele soube, achei que seria pelo serviço de autofalantes. Fomos pro portão certo. Daí o Leo me contou que não teve mensagem da equipe da TAM avisando a mudança.

É que, do nosso lado, tinha um senhor de terno, sentado. Passou um outro de terno por ele e disse, mineiramente: "Cê tá bom, sô?". O nosso vizinho respondeu que sim. O primeiro então, comentou que tinha mudado o portão. "Era dois, agora é um".

Foi o sotaque mineiro que fez o Leo ter certeza: era o nosso voo. Os dois sujeitos de terno nem precisaram falar pra onde estavam indo. E lá fomos nós, junto com eles, voltar pra BH.