quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Filme: Super 8

Super 8 - 2011 (mais informações aqui)
Direção: J. J. Abrams
Roteiro: J. J. Abrams
Elenco: Elle Fanning, Kyle Chandler, Joel Curtney

Com produção de Steven Spielberg, Super 8 foi um filme muito comentado. Especulava-se sobre como seria a parceria entre ele e J. J. Abrams, produtor de Lost, série televisiva de mais sucesso dos últimos tempos. E o filme é uma agradável surpresa. Obviamente, tem ET's, já que Spielberg está no meio da jogada. Mas não é isso que importa. Os saudosistas, como eu, podem fazer um bom paralelo entre o filme e Os Goonies, em que uma turma de amigos embarca em altas aventuras.

Aqui, temos a história de Joe Lamb, um garoto marcado pela morte da mãe em um acidente de trabalho e pela ausência do pai, policial, que não sabe lidar com a falta da esposa e com os sentimentos do filho. Joe é amigo de Charles, que está dirigindo um filme. Na gravação de uma sequência, um grave acidente entre uma caminhonete e um trem acontece ao fundo. Enquanto os meninos e a garota Alice Dainard tentam se proteger dos vagões descarrilhados, a câmera continua a filmar. Esse fato vai mudar a vida da pequena cidade onde vivem.

Para curtir Super 8, é preciso esquecer um pouco que há ET's ali. O melhor do filme são os encontros dos garotos, a produção do filme, o ímpeto de Charles como diretor, a descoberta do amor entre Joe e Alice, a retomada da ligação entre Joe e seu pai. E, claro, o curta, que só será mostrado com os créditos finais. O clima do final dos anos 1970 também é um ponto de destaque. A realização do filme, em câmera super 8, a revelação que demora alguns dias, como acontecia há alguns anos. A paleta de cores parece demais as nossas fotos daquela época, guardadas no fundo de um armário e que sempre saem de lá carregadas de lembranças. Como em Os Goonies, os amigos saem juntos para resolver os problemas que o acidente acarreta e é por eles que se chega à solução. Sim, uma solução boba, mas que é insignificante perto de todo o tom do filme.

A atuação dos garotos é bem interessante. A maior parte deles é estreante no cinema, e não faz feio. Elle Fanning segue os passos da irmã Dakota e também sustenta a personagem de forma competente. São as crianças que dão um ar verossímel à narrativa. É emocionante a forma com que os pais de Alice e Joe precisam se entender, para salvar os filhos e, mais ainda, a metáfora do fim do luto de Joe pela morte da mãe. Sensível na medida certa.

De resto, toda a parte dos ET's é dispensável. Spielberg... sabe como é, né?