quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Miguel

Há um tempinho tinha um meme circulando no Facebook sobre a felicidade de ser tia. Eu sempre quis ter sobrinhos, e curti bastante alguns priminhos que surgiram por aí (primo mesmo eu só tenho um, que mora longe e a gente quase nunca se vê). Mas a gente cresce, os priminhos crescem, nossos irmãos crescem e, como são bem ajuizados, não tiveram filhos ainda. Não há sobrinhos oficiais pra mim.

Por outro lado, meus amigos - a família que eu escolhi - vivem me dando alegrias. Primeiro, foi a Pat, com a Bianca, o Rafael e o Yann, que são fofos de um tanto que nem dá pra comentar. A Pat é uma mãezona, dos garotos são lindos, super educados, sabem conversar, convivem com adultos com uma calma impressionante.

Depois, veio o Lanier que acabou de fazer cinco anos em julho. Ele é um menino super esperto, atencioso, companheiro, carinhoso. Geralmente, ele me chama de Jaqueline (hahahaha, mais um trocando meu nome). Quando isso acontece, ele automaticamente vira João.

Ontem, com 3,750kg e 51cm, nasceu o Miguel, o mais novo sobrinho da minha família querida.

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Quando éramos pequenos, minha mãe nos chamou num canto e nos proibiu de perguntar pra Tia Vera o motivo dela não ter filhos. Ela nunca teve muita noção de como criar filhos. Se tivesse, jamais teria dito isso pra gente. Porque, tão logo foi possível, fomos perguntar pra Tia Vera o motivo dela não ter filhos.

A resposta dela, há sei lá quantos anos, é um pouco minha hoje: "A Tia ama tanto os sobrinhos, mas tanto, que esse amor já é suficiente". Satisfez nossa curiosidade. E foi assim que a Tia Vera me ensinou que a gente pode, sim, amar bastante os filhos de outras pessoas. Bianca, Rafael, Yann, Lanier e Miguel fazem parte do meu amor de tia. Que, obviamente, está aberto a novas inscrições.