quinta-feira, 14 de julho de 2011

Raízes

Na oficina, hoje caminhamos pelo bairro Cabeças. A rua princial, Alvarenga, é uma graça. Ao passarmos pela igreja do Bom Jesus, o cemitério estava aberto. Já contei que adoro cemitérios? Acho fantástico o que as pessoas criam para reverenciar os mortos. Tenho mais familiaridade com os cemitérios católicos e acho muito bacana, quando vejo um aberto logo dou um jeito de olhar.


Minha família tem lápides lá, mas eu nem me preocupei em procurá-las. Não sabia o número delas nem me lembrava bem exatamente onde ela estava localizada. Me contentei em fotografar o conjunto.

Depois, resolvi olhar a primeira lápide. E não é que era a da família?

Vô Camillo e Vó Adelina, na lápide

Acabou ficando melhor do que eu previa: sem procurar, encontrei o que queria ver.

Em tempo: eu não costumo visitar cemitérios para rezar em túmulos. Acho isso bastante inútil, pra mim o que importa é a vida e, se eu não fui suficientemente boa com alguém durante a vida dela, pra que cultuar uma sepultura? O que me interessa lá são as formas de culto ligadas à morte. Há cemitérios lindos por aí.