quarta-feira, 27 de julho de 2011

Filme: Potiche - Esposa troféu

Potiche - 2010 (mais informações aqui)
Direção: François Ozon
Roteiro: Pierre Barillet, Jean-Pierre Grédy
Elenco: Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Fabrice Luchini

Suzanne Pujol (Deneuve) é uma dona de casa convencional. Sua casa tem cômodos decorados com cores fortes, tudo no lugar. Ela é tão perfeita que parece alheia a tudo, ao marido executivo que não presta atenção nela e tem casos, aos filhos que não dão a mínima atenção a ela, ao mundo. Parece um bibelô, um enfeite, um troféu. Mas a vida muda quando começa uma greve na fábrica de guarda-chuvas de seu pai, tocada por seu marido. Robert Pujol é hostilizado e passa mal. Precisa se afastar da gestão da fábrica e é Suzanne quem assume. Aí começa o verdadeiro troféu da esposa exemplar.

Catherine Deneuve dá um show de interpretação. A personagem ajuda bastante, é alegre, viva, comunicativa, compreensiva, dedicada. A atriz se esbalda na composição da mulher perfeita. Seus colegas de cena também não decepcionam. Gerard Depardieu e Fabrice Luchini foram com ela um triângulo interessante e bastante divertido.

Potiche flerta com alguns temas bem atuais, como o feminismo, a homossexualidade, a fidelidade, a corrupção. Mas o mais interessante foi a gestão de pessoas. Tenho um amigo que diria que o filme é uma aula de RH. Enquanto Robert é o gestor da fábrica, há uma série de desencontros, causados pela forma ditatorial com que ele rege o negócio. Já quando Suzanne assume, a coisa muda de figura, com uma gestão mais participativa e envolvente.

O único porém do filme é seu final, que parece deslocado, dá a impressão de ser de outra obra. Fora isso, é uma boa diversão.