sexta-feira, 15 de julho de 2011

Filme: Indiana Jones e o Templo da Perdição

Indiana Jones and the Temple of Doom - 1984 (mais informações aqui)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Willard Huyck
Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw

A segunda aventura de Indiana Jones é marcante para quem viu o filme nos anos 1980. Principalmente por causa da cena de um banquete em que são servidos cérebros frescos de macacos e outras iguarias exóticas. O super arqueólogo sai pelo mundo enfrentando a máfia, uma seita antiga e as armadilhas deixadas pelos antigos (inevitavelmente há portas ocultas, com "chaves" inusitadas), bandidos incompetentes e uma mulher maravilhosa, disponível para um romance.

As cenas iniciais do filme já mostram o que esperar o filme inteiro: em poucos minutos há uma série de viradas de mesa, tiros, envenenamento, uma jóia é roubada e perdida, um antídoto também se perde. O espectador também parece que vai perder o fôlego enquanto Jones, sozinho, se livra da máfia chinesa. Um herói de muita, mas muita sorte.

A verossimilhança não é o forte das aventuras de Indiana Jones. Vide o bote usado por Jones, Willie e o garoto como tábua de salvação de um avião em queda, sem piloto e sem que haja paraquedas. A cena é até diverta, mas ver hoje é tão absurdo... Assim como as noções de geografia. Não importa o mapa que há em toda a franquia, mostrando os deslocamentos de Holmes e sua turma. Ele estava em Xangai, na China, quando pegou o tal avião que viria a cair, mais tarde. Ao sair da aeronave, com o bote, a trupe vai parar na Índia!!!

É na Índia que Jones vê seu conflito principal: resgatar uma pedra sagrada e libertar uma aldeia dos estranhos sequestros de crianças. Com isso nas mãos, ele vai ao templo onde há o banquete exótico e descobre uma seita com rituais cruéis, beberagens estranhas e muita violência.

Mesmo com o desfile enorme de clichês, é bacana demais ver Indiana Jones e seu poder superior de resolver qualquer situação. Basta, para isso, deixar para trás os óculos, o terno e a gravata borboleta e colocar seu mítico chapéu.