sábado, 4 de junho de 2011

Vale um registro

Já gastei tanta grana com táxi que nem sei mensurar. Desde a época da faculdade, quando da PUC até o Anchieta a corrida dava R$10,00 até hoje. Aqui em OP eu ando pouquíssimo de táxi, em BH só quando não sei qual o ônibus e eu gosto muito de andar de ônibus. Mas, né, sempre tem um imprevisto e eu tinha sempre à mão uma grana pra voltar de táxi.

No geral, os taxistas escutam rádio. Tem os que ficam ligados na Itatiaia, ouvindo o noticiário policial e de esportes. Tem os que escutam 98fm, que toca umas músicas mais moderninhas e interessantes. Tem o povo adepto da Jovem Pan e dos batidões, mas são raros. Também são raros os que escutam as rádios Guarani e Inconfidência. A maioria está nas rádios de sertanejo, e ainda tem os que escutam funk. Grande parte deles escuta bem baixinho quando tem passageiro a bordo; só aumentam quando estão sozinhos. Já peguei uns em que eu queria mesmo era pedir pra baixar a música, mas não tive coragem de fazer. O mesmo direito que eu tenho de não gostar ele tem de curtir, né?

Daí que neste sábado peguei um táxi em BH e o motorista estava cantando. Isso é um tanto incomum. E ele estava cantando Pink Floyd. Fiquei igual boba, olhando pra ele, prestando atenção na forma com que ele cantava. A música era Mother, que eu acho lindíssima, uma das minhas favoritas do grupo. Em poucos segundo, já estava eu cantando junto. A-do-ro cantar. Me deixa sozinha com o Ipod e pronto, já fico cantarolando. Achei que ele estava ouvindo The Wall, mas era uma coletânea. Depois veio Beatles e eu já tava me acabando de cantarolar. E teve RPM também!

Mas aí a corrida acabou. Paguei e já fui logo falando: "Moço, foi a melhor seleção musical de táxi que já vi na vida, meu dia ficou até mais leve".

E ficou mesmo.