quarta-feira, 15 de junho de 2011

A lenda de Beowulf

Beowulf - 2007 (mais informações aqui)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Neil Gaiman, Roger Avary
Elenco: Ray Winstone, Anthont Hopkins, Angelina Jolie, Robin Wright, John Malkovich

Tudo começa com a festa por uma vitória numa batalha. Num grande salão, javalis são assados, taças de bebida passam de mão em mão, todos comemoram o sucesso. Hrotgart, o rei, comanda a festa, junto ao guerreiro Unferth. Porém, os festejos incomodam Grendel, um monstro que vive nas montanhas, e que não exita em matar os súditos de Hrotgart. Em um navio que enfrenta uma grande tempestade, vem Beowulf, o herói que se propõe a salvar o reino da fúria de Grendel.

Porém, o verdadeiro perigo para o reino de Hrotgart não é Grendel, mas a mãe do monstro. Além de dominar o monstro, ela exerce um enorme poder sobre o rei e é, também, responsável pela infelicidade da rainha. Também será importante na saga de Beowulf.

O roteiro bebe um pouco na história de Fausto, da venda de sua alma ao demônio e do alto preço que se paga por isso. Também tem muito do imaginário humano de deuses, monstros, seres mágicos, barcos e histórias que derivam daí. Em especial a demonização da mulher, algo tão, mas tão constante na literatura que chega a incomodar. Além disso, há outro belo toque machista no filme. No início, quando Unferth ainda é reverenciado como herói, ele recebe uma honraria por, entre outras coisas, deflorar virgens. Já Beowulf alardeia aos reinóis que vai roubar virgens em batalhas. Completamente dispensável.

A animação é um tanto lenta. Acho (não entendo nada de animação) que é porque se tenta reproduzir com exatidão os movimentos humanos. Não fica agradável de se ver, e nem sei se a data (2007) é responsável por isso. Há muitas coisas legais na animação, como o trabalho de luz e sombra nas cenas de festa do salão do reino e o rosto de Beowulf, com a textura de pele e as rugas. E uma profundidade de campo linda, na cena do funeral dos guerreiros de Beowulf.