quinta-feira, 2 de junho de 2011

Filme: Thor

Thor - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz
Elenco: Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Natalie Portman

Mais uma história que saiu dos quadrinhos e foi parar na telona (dizem as más línguas que é um sintoma da falta de criatividade dos roteiristas). A história do deus nórdico Thor começa com Odin, seu pai, vencendo os Gigantes do Gelo em uma batalha e roubando sua fonte de vida. Ela fica bem escondida no castelo de Asgard, de onde Odin reina sobre nove povos do universo. Thor cresce sabendo qeu será rei e se torna arrogante. Por conta de sua vontade de brigar, Odin o expulsa de Asgard e ele cai na Terra, distante do seu martelo, e tem de se virar por aqui.

Dá pra dar boas risadas com o filme, mas é só. A confusão que Thor causa na Terra, por não saber lidar com sua nova condição de vida, é o mais interessante do filme. O roteiro tem algumas falhas, como a formação da personalidade de Thor e de seu irmão Loki e a função de Odin, que não consegue ser, em família, tão poderoso quanto é com o resto do povo (ele é chamado de Pai por todos os seus súditos). Aliás, Odin vive a dar lições de moral para os filhos, mas consegue ser tão perverso quanto os Gigantes do Gelo, ao aprisioná-los, por exemplo, ou ao mandar o filho para o exílio e logo após abandonar seu povo ao entrar em sono profundo.


Como não sou leitora de quadrinhos, fico com algumas perguntas me incomodando. Por que todo herói usa capa? Até mesmo para as cenas de luta elas seriam um inconveniente. Ou não? Todo protagoista esquentadinho, como é Thor, não aguenta ser chamado de franguinho e quer logo partir pra porrada (igualzinho o Marty McFly, em De Volta para o Futuro). Ele também terá um confronto consigo mesmo, quando exergará sua prepotência e, magicamente, mudará da água para o vinho.

Anthony Hopkins não convence como Odin. Chris Hemsworth, o Thor, nem precisa trabalhar: basta aparecer ser camisa e sorridente para derreter corações. Uma espécie de Cigano Igor super herói. Nathalie Portman nem lembra a atriz exuberante que protagonizou Cisne Negro.

O reino de Asgard é grandioso e dourado demais. A arquitetura do castelo lembra a Cidade Esmeralda, de O Mágico de Oz. Curiosamente, a Cidade Esmeralda passa mais verdade que o castelo de Odin. E olha que o filme é de 1939!!! O trabalho de efeitos visuais é interessante, mas o excesso de dourado contribui para tornar o reino algo alheio à própria história do filme.

Como é tradicional, Stan Lee, responsável pelo quadrinho, aparece numa ponta. Aqui, ele dirige um caminhão que tenta retirar o martelo de Thor do local onde ele caiu e se enterrou. Falando nisso, e já assumindo o risco da bobagem extrema... um martelo é uma arma muito engraçada para um super herói. Ah, tem uma cena típica para teste de paciência: quem vê os créditos até o final tem acesso a novas informações.