quarta-feira, 11 de maio de 2011

Últimos românticos

Romantismo, pra mim, não é mandar flores ou abrir a porta do carro. Flores me fazem espirrar, e tenho medo de carros. É ter cuidado e carinho com o outro, se fazer presente sem sufocar e tal. Nem eu nem Leo somos românticos tradicionais. Mas tem dia em que a gente tenta.

A primeira vez, já fui logo dizendo que ele tinha que ser mais romântico. Ele olhou prum lado, pro outro, colocou as mãos no bolso e me estendeu a mão direita.
- O que é? - perguntei.
Eram seis reais, em notas de dois. Fiquei sem entender, fiz aquela cara de quem pergunta "o quê"? E ele:
- Ué... romântico...

Romantismo, pra nós, custa (ou gera) seis reais. Segundo os amigos do Leo, ele inflacionou o mercado.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

E lá fui eu falar de romantismo de novo. Estávamos na academia, numa aula de body pump. Entre os berros de incentivo e a música alta, a professora disse que se a perna estivesse queimando é porque estava bom. Pra facilitar, ela disse que, quando estivesse doendo mesmo, era pra gente pensar em uma coisa boa. E eu, toda romântica, virei pro Leo e disse:- Vou pensar em você.
E ele:
- Eu vou pensar numa empadinha.


É, o romantismo morreu.