sexta-feira, 20 de maio de 2011

De bike pelo caminho

Quando pequena, gostei de aprender a andar de bicicleta. Primeiro com duas rodinhas, apoiando o pneu de trás. Parecia o velocípede, que eu acabava de deixar de lado. Depois, só com uma rodinha. Tirava a rodinha do chão de vez em quando. Um dia, tchau rodinha. E me senti livre. Foi das poucas vezes em que me senti completamente livre. O vento no rosto, o mundo passando rápido. O quintal daquela casa ficou pequeno.

Eu queria a rua, mas não podia. Havia o playground do prédio, que era bem maior que o velho quintal. Era o tempo de correr. Velocidade máxima. Era também o tempo de cair. E levantar. E voltar a correr. E de novo cair. Valeu a pena cada queda. Em São Luis, finalmente a rua. O bairro era calmo, quase não havia carros passando. A bicicleta era meu objeto de exploração da área. Ruas, ruelas, passagens. E em pouco tempo eu já conhecia tudo por lá.

Bicicleta. É no que penso quando imagino a liberdade plena e utópica. Ela se materializa no guidon, no pedal, nos pneus.

Mas aí, a vida vem e engole a gente. Não tinha mais tempo pra bicicleta, porque tinha o vestibular, depois a faculdade, os estágios, os trabalhos, os empregos e tudo o mais. E daí o Leo resolve comprar uma magrela e me fazer invejinha... Ele e o Lauro investindo nas bikes, trocando peças. O que "sobrou" das bikes deles virou outra, a bike da galera. E no próximo domingo, ela será minha, enquanto nós três formos participar do 5º Passeio Ikenfix, em Caeté.

Vamos combinar que a noção de equilíbrio foi embora faz tempo. Mas há esperança, hahahaha! Se eu sobreviver aos 40 km de pedalada, volto pra contar a história. E mostrar as fotos, claro!