sábado, 7 de maio de 2011

Bora respeitar mais e falar menos besteira?

Segundo a onda da questão da união homoafetiva, tem outro assunto complicado pra comentar.

Dia desses, uma pessoa que eu conheço postou no facebook um texto que dizia mais ou menos assim: "De casa 10 pessoas, 1 tem algum transtorno mental. Ou seja, de cada 10 amigos que você tem, um é louco. Cuidado com quem você se relaciona".

Não tenho nem como explicar a indignação que eu senti lendo isso.

O primeiro equívoco está em dizer que quem tem algum transtorno mental é louco. Peralá, gente! Quem fala uma bobagem dessa sabe o que é um transtorno mental? Sabe que depressão, síndrome do pânico e transtorno bipolar, que são sempre usados como desculpa, são transtornos mentais? Quem está triste alega estar com depressão, quem sofreu um sustinho qualquer apela pro pânico e os mal humorados são taxados de bipolares. Nessas horas, quem se importa de usar os transtornos?

Depressão é uma coisa muito séria, assim como o pânico, o transtorno bipolar, a esquizofrenia e os outros transtornos. Não são sinônimo de loucura, e seus portadores merecem muito, mas muito respeito. Não merecem ser tratados como estranhos, como loucos, e muito menos serem excluídos da sociedade. Chega de preconceito!

Ok, quem tem um transtorno mental tem que ser acompanhado por médicos e tomar remédios. Mas são raras as pessoas ditas normais que não precisam de médico e vivem sem remédios. É um pra dor de cabeça, outro pro estômago, pro fígado, pro coração... Seu coração não é perfeito? Em algumas pessoas, é o funcionamento da mente que não é perfeito. Só um detalhe.

O segundo erro do tal post no facebook é dizer que é preciso ter cuidado ao se relacionar com um portador de transtorno mental. Cuidado por quê? Assim como os ditos normais precisam seguir certas regras para, por exemplo, conversar com uma pessoa surda ou para conduzir uma pessoa cega, há certas regras para conviver com portadores de transtorno mental. A principal delas é respeitar bastante a diferença ( não se comparar, não humilhar, não exigir ou esperar o comportamento de uma pessoa dita normal).

Qualquer pessoa com sofrimento mental pode levar uma vida comum. Basta encontrar um ambiente de acolhimento e respeito. Ou seja, depende da boa vontade dos ditos normais. Vamos fazer a nossa parte? Não discriminar e não disseminar besteiras como essa que estava no facebook já é um bom começo.