quinta-feira, 7 de abril de 2011

Filme: Rango

Rango - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: John Logan
Elenco: Johnny Deep, Isla Fisher, Timothy Olyphant

Infelizmente, Rango não veio para o Brasil com cópias legendadas. Assim, perdemos a oportunidade de ver o filme com as vozes originais. Isso, claro, tira um pouco do brilho do filme. Mas só um pouco. Rango é muito bacana.

É a história de um camaleão que vive em um aquário e está num carro, cruzando a estrada que passa por um deserto. Um acidente acontece e o bichinho se vê sozinho, no meio da estrada. Ele começa a caminhar e chega a Poeira, uma cidade caracterizada como o Velho Oeste e lá vive sua jornada do herói.

O filme é cheio de referências. O primeiro personagem que o camaleão encontra, após cair do carro, é um tatu que é a cara do Don Quixote de La Mancha. E que dá conselhos tão confusos quanto o do mestre Yoda. Dentre os perigos do deserto, ele enfrenta uma águia faminta. E a mata, por acaso, exatamente como Doroty fez com a Bruxa Malvada (do Leste ou o Oeste? esqueci), quando sua casa cai no mundo encantado. As garras da águia são o que sobra dela, após o ato "heróico".

E é depois disso que o personagem ganha um nome. Ele vira Rango, o herói que vai trazer água de volta para poeira. O trabalho de iluminação da estada de Rango no Saloon é de tirar o fôlego. Não fica a dever em nada a produções "reais". E lembra muito Era uma vez no Oeste, quando Harmonica está em um armazém, tocando sua gaita. Os outros personagens, como o prefeito, o homem sem nome, também são homenagens a outros filmes de Sérgio Leone. E não tem como não se emocionar quando, numa batalha com a gangue rival, a música de fundo é a Cavalgada da Valquírias, de Wagner. Fenomenal! A história de Rango é acompanhada por um bando de corujas trovadoras, que a todo momento tentam imprimir um drama à jornada.

Rango lembra muito o Marty McFly da terceira parte de De volta para o futuro, ao enfrentar os perigos do Oeste. E, por seu jeito atrapalhado, aproxima o público, que torce por seu sucesso na busca de água. Mesmo com toda a diversão, ainda é possível refletir sobre o poder, a opressão, os interesses econômicos. Como diz o prefeito, quem controla a água controla tudo.