domingo, 6 de fevereiro de 2011

Zé Pereira

Quando pequena, eu adorava carnaval. Acho que era por causa das fantasias. Dava pra ser de tudo. Eu já fui Mulher Maravilha, índia (americana), turista. Queria muito ter sido fada, mas na época não deu muito certo, um dia eu conto o motivo.

A gente passava o carnaval em Ouro Preto. Na época era divertido. Tinha uma festa grande na rua São José, onde moravam Tia Ylza e Tia Leda. Íamos para lá e dali para a rua pular, brincar, jogar confete e embaralhar serpentina. Era de lá também que víamos o bloco do Caixão passar. Na época, era um bloco pequeno, da república Necrotério. As pessoas saíam de preto, fazendo uma espécie de lamento para o caixão que levavam. Era divertido.

Também passava a Bandalheira, minha preferida. Até hoje é assim: um bando de gente tocando instrumentos. Cada um toca o que quiser, não tem música, melodia, harmonia. Saem andando apressados, passo ensaiado, muito rápido. Cada um leva, na cintura, um rolo de papel higiêncio. Na cabeça, um belo penico branco. Eu me divertia com eles.

E tem o mais tradicional, o Zé Pereira. É o bloco carnavalesco mais famoso do Brasil (vou encontrar meus textos antigos e coloco a história certa deles). O nome oficial é Zé Pereira dos Lacaios, e o fundador era um lacaio do palácio dos governadores. Originalmente, eram três bonecões, um boi-bumbá e os capetinhas (esqueci o nome deles). O som típico deles é "Zé Pereira tum-tum-tum-tum". É fácil detectar quando eles estão vindo; saem do Antônio Dias, descem a rua Direita, seguem a São José e descançam no Largo da Alegria. Depois, fazem o caminho de volta.

Hoje saiu o Zé Pereira infantil. Fui na esquina ver e fotografar (e ficar pê com a câmera, lerda-lerda-lerda). Deu saudade da época em que eu me divertia com o carnaval e esperava o Zé Pereira passar.


Esse é o famoso Zé Pereira. E essa é a foto ruim da câmera lerda.

Esse é o lado bom do carnaval de Ouro Preto.