quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Filme: Scott Pilgrim contra o mundo

Scott Pilgrim vs. the World - 2010 (mais informações aqui)
Direção: Edgar Wright
Roteiro:Michael Bacall, Edgar Wright
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin

Bem vindos a uma produção que tem o mundo dos games como referência. Desde o início da projeção, quando temos a tradicional vinheta do stúdio (neste caso, Universal), já sabemos o que vem por aí. O BG da vinheta é aquele de sempre, mas trabalhado como o som de um Atari. Mil efeitos nas onomatopeias, como em desenhos animados e também os jogos da minha época de adolescente pulam na tela o tempo todo. Não, não fica chato.

Scott Pilgrim, interpretado pelo "cara-de-nada" Michael Cera tem uma vida inexpressiva: levou um fora da ex-namorada, está saindo com uma adolescente histérica e maníaca, mora com o amigo gay, toca numa banda bem ruinzinha. Ele se apaixona por Ramona Flowers, que lembra Kate Winslet em Brilho eterno de uma mente sem lembranças apenas - apenas mesmo - pela mudança constante na cor de seus cabelos. A garota é nova-iorquina, descolada e tem sete ex-namorados do mal, que desafiam Scott para lutas.

O filme é cheio de referências. Além dos games, temos a linguagem dos screenagers, a geração Y, dos quadrinhos, ao filme Febre de juventude. Dos games, a "barra de xixi" de Scott, o ganho de moedas após vencer uma luta (mesmo que não dê nem pro ônibus), as portas que levam a novos mundos ou a outras situações, os golpes de Stree Fighter e jogos correlatos, as disputas do estilo Guitar Hero, as "lifes" ganhas após as boas jogadas. A montagem é muito interessante. Os raccords são utilizados constantemente, com o objetivo de imprimir ainda mais agilidade à narrativa.

Uma das sequências que mais me fez rir foi com o personagem vegano, que diz: "As pessoas usam 10% do cérebro porque os 90% estão cheios de leite". Impossível não se divertir também com a namoradinha adolescente de Scott e sua obsessão por ele; com a luta das garotas e seus acessórios enormes retirados de bolsas minúsculas.

Resumindo, uma ótima diversão para quem cresceu junto com a evolução dos games.