sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Analisando

A primeira vez em que eu quis fazer terapia foi lá pro meio da minha adolescência. Mas não rolou. O que me pegava naquela época basicamente não mudou e eu só fui, efetivamente, parar num consultório em 2008. A análise fez bem pra mim desde o primeiro dia. Foram litros de lágrimas, muita vergonha de chorar, uma história meio torta e muito alívio.

Entrei por aquela porta com algumas verdades absolutas, que foram solidamente destruídas para serem reconstruídas depois de uma forma mais suave. Tinha medos brutos que foram se dissolvendo com o tempo. Dores cruéis que não deixaram de existir, só mudaram de lugar. Convicções que, aos poucos, tinham outras facetas. Felizmente, não passei incólume por esses três anos. Quem entrou no consultório em 2008 não é a mesma pessoa que está aqui hoje.

Daí que, de repente, posso escolher se continuo indo lá toda semana ou se espaço as nossas conversas. E uma decisão que parece simples está me deixando até com uma leve dor de cabeça. Em teoria, eu deveria estar feliz por ter chegado a um ponto na análise em que posso tentar dar alguns passos sozinha. Mas e o medo que veio junto? Ai...