terça-feira, 30 de novembro de 2010

Raiz Goiana #5

Há 10 anos, quando comecei a conviver com a família do Leo, eu via o pessoal voltando de Goiás trazendo um verdadeiro carregamento de coisas: farinha de mesa, polvilho, pimenta, doces. Pra mim, o sucesso sempre foram os doces. Pro Leo, a farinha de mesa. E a pimenta cumari estava sempre à mesa.

Como Tia Ylza adora uma pimenta, pensamos em apresentar a cumari de Goiás pra ela. Pedi ao Bruno para levar pra mim, num encontro que tivemos em Brasília. Ele levou duas garrafinhas de pimenta e a Tia Ylza fez a festa.

Nesta nova ida a Goiás, fomos atrás da pimenta, na Barraca da Norma. Antes de irmos, ficamos sabendo que ela não estava mais produzindo a pimenta, mas que na mesma rua havia a Barraca da Dona Beatriz, que tinha a cumari. E lá fomos nós, no momento em que saímos da cidade com destino ao aeroporto de Goiânia. Descemos rápido do carro, avistamos as garrafas amarelinhas com a pimenta cumari e compramos duas: a grande para a Tia Ylza e uma pequena para o Leo. Chegamos em Ouro Preto, entregamos o presente e vimos a felicidade da tia.

Uns dias depois, Leo resolve ler o rótulo da garrafa de pimenta. Olha só a surpresa:

A pimenta amarelinha na garrafa

No rótulo: Sabor Mineiro


Local de fabricação: Monte Carmelo (MG)
 Quer dizer... a Norma deixou de fabricar a pimenta cumari autenticamente goiana. E nós fomos a Goiás para comprar a autêntica cumari mineira. Foi risada total na mesa de almoço. Mais uma história legal de nossa visita a Piracanjuba.